A decisão foi anunciada nesta quinta-feira pelo ministro interino do Esporte e da Juventude, Simplice Désiré Mamboula, após a campanha sem vitórias no torneio continental. O Gabão encerrou sua participação ainda na fase de grupos, com três derrotas em três partidas, sem somar pontos.
Segundo o governo, o desempenho da equipe ficou muito aquém das expectativas e expôs problemas estruturais no comando do futebol nacional. Além da paralisação das atividades da seleção, foi determinada a dissolução imediata da comissão técnica, em uma tentativa de reavaliar os rumos do projeto esportivo do país.
O afastamento de Aubameyang, principal referência técnica e maior nome da história do futebol gabonês, chamou atenção. Aos 36 anos, o atacante do Olympique de Marselha participou de apenas dois jogos na competição e marcou um gol. O zagueiro Bruno Ecuele Manga, que também atuou nas duas primeiras partidas, perdeu a braçadeira de capitão durante o torneio.
A crise ganhou contornos políticos após manifestações do presidente do Gabão, Brice Oligui, que criticou publicamente a condução do futebol no país. Para o chefe de Estado, a eliminação refletiu "falta de método" e uma gestão marcada pela dispersão de recursos, além do que classificou como enfraquecimento do compromisso institucional com a seleção.
Aubameyang deixou a concentração antes da última rodada da fase de grupos e retornou à França. Em manifestação nas redes sociais, o atacante reagiu às críticas e afirmou que os problemas da equipe vão além de sua presença. O governo, no entanto, manteve a decisão de afastá-lo, sinalizando uma ruptura profunda no comando do futebol gabonês após o fracasso no torneio continental.
(Com Agência Estado)
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