Agora sem vencer há cinco rodadas, três após a pausa da Copa do Mundo, o Fluminense é o quarto colocado, com 34 pontos. O Bahia, que vinha de dois empates, manteve, mesmo que de forma provisória, a quinta posição, com 32 pontos.
O primeiro tempo foi trucando e bastante equilibrado, inclusive, em termos de posse de bola e finalizações. O segundo tempo foi todo do time carioca, que avançou a marcação e acuou o adversário na defesa, porém, sem efetividade nas conclusões. Apesar do esforço, deixou o campo vaiado.
O técnico Luís Zubeldía surpreendeu na escalação do Fluminense com algumas presenças inesperadas como de Nonato no meio-campo e Soteldo no ataque. Até o 'capitão' Thiago Silva ficou no banco e só entrou durante o primeiro tempo devido a contusão de Freytes.
Este 'novo' Fluminense não mostrou a intensidade esperada, dividindo a posse de bola praticamente em igualdade com o adversário. O Bahia foi um time atento na marcação, mas pecou pela falta de criatividade, sentindo a ausência do meia Everton Ribeiro, fora de suas melhores condições físicas.
Em termos de finalização, os dois times também foram iguais. Cada um chutou duas vezes ao gol, mas sem maiores perigos. A torcida tricolor ensaiou uma vaia na descida dos jogadores para o vestiário.
A insatisfação do torcedor se transformou numa forte pressão do Fluminense nos primeiros minutos do segundo tempo. Em menos de cinco minutos, Hulk levou perigo duas vezes. A primeira, numa cabeçada após saída errada do goleiro Ronaldo, que ficou pedindo falta. O lance seguiu e o zagueiro Marcos Victor aliviou quase em cima da linha de gol. A outra numa falta cobrada com força que desviou na barreira e acabou em grande defesa de Ronaldo. Ele agarrou firme a bola, sem dar rebote.
O Bahia ficou assustado, recuou bastante e, para completar, ainda passou a cometer erros na saída de bola. O técnico Rogério Ceni tentou mudar este cenário, principalmente, com a entrada de Everton Ribeiro no lugar de Ademir.
Nesta altura, o Fluminense já estava mudado, com Savarino no lugar de Lucho Acosta, numa aposta para deixar o time mais agressivo e explorar o lado direito do ataque. O jogo, no entanto, continuava centralizado em Hulk.
O gigante com nome de herói é sempre protagonista. Aos 28 minutos apareceu de forma curiosa ao dar uma trombada e derrubar o árbitro paulista Raphael Claus, que caiu de costas. No minuto seguinte, Hulk foi substituído por Germán Cano e a torcida vaiou a troca, provavelmente, para Luis Zubeldia que poderia ter tirado Canobbio ou Soteldo.
Sem Hulk, o Fluminense ainda teve duas boas chances para marcar seu gol. Uma com Canobbio, que apareceu livre na área e foi bloqueado por Ronaldo e a outra num chute de Cano defendido pelo goleiro.
O Fluminense tem compromisso no próximo sábado pelas oitavas de final da Copa do Brasil quando fará o clássico com mando do Vasco, porém, marcado para o maracanã, a partir das 17h30.
Pelo Brasileirão, o Fluminense só volta a campo no dia 8 de agosto (sábado) no clássico com o Botafogo, no Engenhão. No dia 9 (domingo), o Bahia vai receber o Vasco, em Salvador. Os dois jogos são válidos pela 22ª rodada.
FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 0 X 0 BAHIA
FLUMINENSE - Fábio; Samuel Xavier, Ignácio, Freytes (Thiago Silva - Igor Rabello) e Renê; Martinelli (Hércules), Nonato e Lucho Acosta (Savarino); Canobbio, Hulk (Cano) e Soteldo. Técnico: Luís Zubeldía.
BAHIA - Ronaldo; Román Gomz, Marcos Victor, Santiago Mingo e Luciano Juba (Michel Araújo); Acevedo, Jean Lucas (David Martins) e Rodrigo Nestor; Ademir (Everton Ribeiro), Alejo Véliz (Willian José) e Erick Pulga (Kauê Furquim). Técnico: Rogério Ceni.
CARTÕES AMARELOS - Ignácio (FLU); Erick Pulga (BA).
ÁRBITRO - Raphael Claus (SP).
RENDA - R$ 523.539,00.
PÚBLICO - 12.351 torcedores.
LOCAL - Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).
(Com Agência Estado)
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