Para a entidade que comanda o futebol mundial, caso os iranianos venham a abrir mão de participar do torneio de seleções (o que é pouco provável), o caminho natural seria promover uma equipe que tenha participado da mesma eliminatória asiática.
De acordo com informações do jornal El País, nem os membros da Fifa e nem a Itália sinalizaram de forma favorável à proposta que entraria em conflito com o regulamento e com o orgulho ferido de uma nação (Itália) que amargou, pela terceira edição consecutiva, a não classificação para uma Copa do Mundo.
Nesse caso, os Emirados Árabes Unidos, que perderam a partida qualificatória para o Iraque, entrariam para disputar o Mundial deste ano na vaga da seleção iraniana.
Na Itália, a questão não foi bem aceita. O presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni), e o ministro do Esporte e da Juventude não aprovaram a ideia.
O primeiro a rejeitar a ideia foi o mandatário do Coni, Luciano Buonfiglio. "Em primeiro lugar, não acho que seja possível. Em segundo lugar, eu me sentiria ofendido. É preciso merecer para ir a uma Copa do Mundo", afirmou em entrevista à Gazzeta dello Sport.
Andrea Abodi, ministro do Esporte e da Juventude segui a mesma linha de pensamento. "Não é apropriado, a classificação se conquista dentro de campo", afirmou ao jornal italiano.
Nesta quarta-feira, o próprio governo iraniano sinalizou que a participação do país na Copa do Mundo está cada vez mais sólida. Um porta-voz do governo iraniano afirmou que a seleção masculina de futebol está se preparando para uma "participação orgulhosa e bem-sucedida".
"O Ministério da Juventude e dos Esportes anunciou a preparação completa da nossa seleção nacional de futebol para participar da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, por ordem do ministro", declarou Fatemeh Mohejerani, à televisão estatal iraniana na quarta-feira.
(Com Agência Estado)
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