"Essa discussão de uma eventual redução da taxa do consignado de aposentados se dá por conta de reduções da taxa Selic", afirmou. "Houve já algumas quedas. Há a necessidade de que, quando se eleva a taxa Selic, que a taxa do consignado seja majorada. Quando haja uma redução, que ela também caia."
O ministro disse que não quer levar a discussão pronta para o CNPS, porque quer esperar para ver o que os representantes do conselho falam. Segundo ele, os números calculados pelos técnicos da Previdência estão prontos, mas só serão usados caso a discussão avance no CNPS. Disse que só será divulgado o possível novo teto no debate. Hoje, a taxa está em 1,85% ao mês.
"Prezo muito por esse ambiente do Conselho Nacional de Previdência Social, porque é a instância máxima de discussão da Previdência. Eu creio que lá é o ambiente onde a gente deve trazer as informações em primeira mão", continuou.
Ele ponderou ainda que os bancos têm uma espécie de "crédito" porque seguraram taxas quando a Selic subiu de patamar e que seria justo, então, não diminuir a taxa na primeira queda da Selic. O ministro citou, entretanto, que já houve várias quedas.
Queiroz disse ainda que entende o argumento dos bancos de que restringir a taxa de juros pode causar escassez de crédito no mercado, mas que não concorda. Para ele, é possível reduzir a taxa em nível que seja bom para os aposentados sem ser ruim para os bancos.
(Com Agência Estado)
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