Economia Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011, 14:53 - A | A

Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011, 14h:53 - A | A

INVESTIMENTO

Tesouro Direto vai reduzir aplicação mínima para R$ 30 em 2012

Outra mudança prevista para o próximo ano é a possibilidade de programar compras e vendas de títulos públicos

DA FOLHA DE SÃO PAULO

Um valor ainda mais baixo de aplicação mínima e a possibilidade de programar compras e vendas de títulos públicos são algumas das principais novidades do Tesouro Direto para 2012.

Nesse site do governo federal é possível negociar títulos da dívida pública brasileira. E há outras novidades a caminho: o Tesouro Nacional estuda reservar para ações de fomento ou de propaganda institucional uma parcela da taxa paga pelos investidores, o que dá a chance desse programa federal deixar de ser um "segredo" de apenas 260 mil poupadores. Esse total é menos da metade da base de pessoas físicas que aplicam na Bolsa.

O Tesouro Nacional também planeja ampliar o teto da aplicação máxima permitida, dos atuais R$ 400 mil para R$ 1 milhão.

O cronograma prevê que algumas dessas medidas sejam implementadas até o final do primeiro semestre do ano que vem, quando esse programa federal completa dez anos.

O Tesouro também vai estender para 2012 um plano de incentivo às corretoras experimentado neste ano. As corretoras que se destacarem na captação de clientes poderão ganhar parte da taxa de custódia que é cobrada do investidor.

BOLO MAIOR

Até agosto, o Tesouro registrava um total de R$ 6,5 bilhões aplicados em títulos da dívida pública federal por investidores pessoa física, montante que deve atingir a casa dos R$ 7,5 bilhões até o final deste ano, conforme as projeções do governo.

Para fazer esse bolo crescer, o Tesouro Nacional vai reduzir o valor mínimo de aplicação dos atuais R$ 100 para R$ 30. E vai permitir que os investidores programem a compra de títulos, como uma aplicação mensal, inclusive com possibilidade de reaplicar automaticamente os juros recebidos.

Alguns papéis como a NTN-B (Nota do Tesouro Nacional série B), que rende uma taxa prefixada de juros mais a inflação pelo IPCA, pagam o investidor a cada seis meses.

LIQUIDEZ SEMANAL

O Tesouro vai manter a prática de recomprar os títulos toda quarta-feira, mas desta vez abrindo a oportunidade para o poupador programar a data de venda de seus papéis, desde que aceite os preços do dia.

A liquidez semanal, que é vista como fator que limita a penetração do Tesouro Direto, não deve ser alterada. Diferentemente do Tesouro Direto, a maioria das demais aplicações como fundos de investimento e CDBs tem liquidez diária.

"Existe uma cultura de liquidez diária [no setor financeiro] que não é benéfica. Isso destoa, inclusive, das práticas internacionais", diz André Proite, gerente de relacionamento institucional do Tesouro Nacional.

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