Os termos de acusação se referiam a condutas que vão desde falhas informacionais e descumprimento de deveres de divulgação até operações fraudulentas com sobrevalorização de ativos e manipulação de mercado.
Do total de 314 processos, 165 tiveram origem em fontes externas, principalmente denúncias de pessoas naturais e jurídicas, comunicações da B3/BSM, do Banco Central e de outras autoridades.
O GT identificou 13 comunicações formais da CVM a outras instituições, originadas de cinco superintendências distintas, no período de junho de 2017 a janeiro de 2026. O Ministério Público Federal foi o destinatário mais frequente, seguido pelo Banco Central, Receita Federal, Susep, COAF e B3/BSM.
"A pluralidade de remetentes e destinatários demonstra que os sinais de risco foram percebidos transversalmente e que a CVM mobilizou seus canais de cooperação interinstitucional ao longo do período", disse a reguladora.
O levantamento específico dos 87 fundos vinculados à Operação 'Carbono Oculto' revelou desvio significativo em relação à indústria: 33% de abstenções de opinião, contra 4% na indústria como um todo. Apenas 24% dos pareceres da amostra foram emitidos sem ressalva, porcentual muito inferior ao da indústria (81%).
Segundo a CVM, foram identificados 65 ofícios de alerta emitidos por seis de suas superintendências, com concentração expressiva na Superintendência de Relações com Investidores Institucionais (SIN), responsável por 48 desses ofícios, predominantemente por envio de informações incorretas ou intempestivas nos informes diários de fundos.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.


