A melhora no resultado da construtora veio após ampliar os lançamentos e as vendas ao longo dos últimos trimestres, com aumento da receita e diluição de custos, o que levou à melhora das margens.
Esses ganhos vieram da Divisão Tenda (baseada em empreendimentos em concreto), que teve um lucro de R$ 154,9 milhões. A margem bruta ajustada da Tenda foi de 36,2% no trimestre, alta de 4 pontos porcentuais na comparação anual.
A divisão Alea (baseada em estruturas pré-moldadas de madeira) gerou prejuízo de R$ 50,2 milhões. A margem bruta foi negativa em 29,4%. A Alea cresceu demais e teve estouros de orçamentos, o que levou a uma reorganização do negócio, com suspensão temporária de novos projetos.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado e ajustado somou R$ 179,3 milhões no trimestre, avanço de 37,2% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada chegou a 15,2%, baixa de 0,2 pontos porcentuais. O critério ajustado exclui juros capitalizados, despesas com planos de ações e minoritários.
A receita líquida consolidada totalizou R$ 1,181 bilhão, nível recorde, e expansão de 38,9%, em função do aumento do número de apartamentos vendidos e também do crescimento do preço médio por unidade.
O grupo lançou 52 empreendimentos em 2025, avaliados em R$ 5,3 bilhões. O preço médio por unidade foi de R$ 229,2 mil, alta de 6% na comparação anual. As vendas líquidas em 2025 atingiram R$ 4,7 bilhões, avanço de 4,8%.
A companhia chegou ao fim de 2025 com um estoque de imóveis de R$ 3,97 bilhões, 21,1% maior em um ano. A maior parte dos apartamentos está na planta ou em obras.
As despesas operacionais (vendas, gerais e administrativas) consolidadas aumentaram 31,3%, totalizando R$ 167 milhões.
A companhia reportou R$ 32,1 milhões na sua linha de provisão para devedores duvidosos, o dobro do ano anterior, justificado pelo crescimento dos negócios e avanço das entregas de unidades - que aumentaram o volume da de financiamentos pós-chaves.
O grupo reportou geração de caixa operacional de R$ 25,6 milhões. A Divisão Tenda contribuiu com geração de R$ 76,2 milhões, e a Alea, queima de R$ 19,6 milhões - mas que já foi uma queima menor do que nos trimestres anteriores.
A dívida líquida foi a R$ 266 milhões no quarto trimestre, alta de 32,3% ante o terceiro trimestre.
Resultado anual
No acumulado de 2025, o lucro líquido consolidado da Tenda foi de R$ 505,7 milhões, quase cinco vezes em relação ao mesmo período de 2024, e um recorde para o grupo.
O Ebitda ajustado consolidado em 2025 somou R$ 686,1 milhões. A receita líquida em 2025 totalizou R$ 3,284 bilhões.
(Com Agência Estado)
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