Se tal porcentual se mantiver nesta sexta, será o pior desempenho semanal do Ibovespa desde ao menos novembro de 2022 quando, entre os dias 7 e 11, cedeu 5,00%. E também a segunda semana de baixa para o índice, após série de sete avanços semanais.
No piso desta quinta-feira,5, em baixa então de cerca de 3%, o Ibovespa foi aos 179.895,37 pontos, saindo de abertura a 185.365,26 pontos em nível correspondente praticamente à máxima do dia, de 185.366,35 pontos. No ano, o índice limita os ganhos a 12,00%. O giro financeiro da sessão foi a R$ 32,6 bilhões.
Na ponta ganhadora do Ibovespa, Braskem (+16,94%), PetroReconcavo (+2,80%) e Prio (+2,59%). No lado oposto, Localiza (ON -6,87%, PN -7,26%), Minerva (-6,42%) e CSN (-6,13%). "Na ponta positiva, as ações da Braskem se destacaram bastante, impulsionadas tanto pela valorização do petróleo quanto pelo otimismo com o avanço, na Câmara dos Deputados, do projeto de lei que amplia os benefícios do Regime Especial da Indústria Química (REIQ)", diz Luise Coutinho, head de produtos e alocação na HCI Advisors.
Principal ação do Ibovespa, Vale ON foi destaque de baixa, em queda de 3,33%. Entre os maiores bancos, a correção superou 3%, com Itaú PN também em baixa de 3,33%, Santander Unit, de 3,26%, Banco do Brasil ON, de 3,62%, e Bradesco, de 3,16% (ON) e de 3,22% (PN).
Petrobras ON e PN reagiram do meio para o fim da tarde, encerrando a sessão sem direção única, em baixa de 0,20% e alta de 0,47%, pela ordem, em desempenho muito distante do observado nos preços do petróleo na sessão. Após o fechamento, a estatal divulga o balanço do quarto trimestre de 2025 e o resultado do ano passado. Em Nova York, os principais índices de ações fecharam o dia com perdas de 1,61% (Dow Jones), 0,56% (S&P 500) e 0,26% (Nasdaq).
Mo exterior, os contratos futuros de petróleo voltaram a disparar nesta quinta. O WTI subiu mais de 8% e atingiu o maior nível desde julho de 2024, acima de US$ 80, e o barril do Brent retomou nível acima de US$ 85. As disputas de versões sobre o tráfego pelo Estreito de Ormuz seguem dominando o noticiário, enquanto negociações diplomáticas para o conflito em curso não aparecem em horizonte próximo, assim como a chance de cessar-fogo.
"O petróleo em alta eleva a perspectiva de inflação no mundo e afeta também, por consequência, a perspectiva sobre o corte de juros no Brasil", resume Rubens Cittadin, especialista em renda variável da Manchester Investimentos. "A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido um petroleiro com bandeira americana no Golfo Pérsico, embora o episódio ainda não tenha sido confirmado por fontes independentes", diz Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.
Nesta escalada de preços, crescem também rumores e especulações quanto a eventuais ações terrestres no Irã. Em ligações nesta semana a líderes da minoria curda no Irã e no vizinho Iraque, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu "ampla cobertura aérea" e outros apoios para que os curdos iranianos, contrários ao regime, assumam partes do oeste do país, conforme fontes com conhecimento do assunto disseram ao jornal The Washington Post.
Em outro desdobramento, segundo o Axios, Trump afirmou que precisa estar pessoalmente envolvido na escolha do próximo líder do Irã - assim como, segundo ele, ocorreu na Venezuela, recentemente. Também em consequência da aversão ao risco geopolítico na região, o dólar à vista fechou o dia em alta de 1,32%, a R$ 5,2870.
"Vai se aproximando o final do dia e o final da semana, e os players não querem ficar posicionados", o que resulta em reforço das vendas de ativos brasileiros, aponta Felipe Sant' Anna, especialista em mercado financeiro do grupo Axia.
(Com Agência Estado)
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