Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Economia Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026, 18:00 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026, 18h:00 - A | A

Taxas de juros recuam com ambiente global melhor para emergentes e quadro político

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Os juros futuros negociados na B3 encontraram espaço para recuar mais nesta quinta-feira, 22, em um movimento influenciado principalmente pelo alívio global após a distensão do conflito geopolítico entre Estados Unidos e Europa.

Mesmo sem novidades desde quarta sobre acordo que deve ser firmado entre o governo Trump e aliados europeus a respeito da Groenlândia, o ambiente mais positivo para mercados emergentes favoreceu os ativos brasileiros em geral.

A curva a termo também se beneficiou desse cenário, ainda que em menor medida se comparada ao Ibovespa. Por aqui, pesquisa eleitoral divulgada nesta quinta também contribuiu para o fechamento dos DIs, embora o maior determinante tenha vindo de fora.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 diminuiu de 13,744% no ajuste de quarta para 13,68%. O DI para janeiro de 2029 cedeu de 13,14% no ajuste a 13,045%. O DI para janeiro de 2031 marcou 13,385%, vindo de 13,468% no ajuste.

Há um pano de fundo estrutural mais benigno para mercados emergentes, em uma conjuntura formada por força da economia global com algum resquício de queda de juros que vai ocorrer nos EUA, observa Marcelo Fonseca, economista-chefe da CVPAR Quadrante. "Essa combinação é favorável para fluxos de capitais direcionados aos emergentes, e o Brasil tem sido beneficiário deste processo", disse ele, quadro que voltou a ficar mais evidente após a redução de risco trazida pelas declarações de Donald Trump de quarta.

O presidente americano, primeiro, afirmou no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que não vai usar a força militar para alcançar seu objetivo de controlar a Groenlândia. No final da tarde, informou que tem uma estrutura pronta para um acordo com países europeus a respeito da ilha pertencente à Dinamarca e que, em razão dele, não vai mais impor tarifas a nações europeias previstas para fevereiro.

"Após Trump ter retirado a ameaça de um novo 'round' de guerra tarifária da mesa, voltou a prevalecer este ambiente estrutural nos movimentos desta quinta, que ainda são reflexo dos mercados globais", aponta Fonseca.

Economista-chefe da Mirae Asset, Marianna Costa afirma que o bom comportamento dos DIs, combinado à valorização do câmbio, reforça a ideia de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve reduzir a Selic em março. "O bom humor com emergentes e Brasil ajuda o câmbio a ficar mais apreciado e traz uma perspectiva melhor", comentou. A curva na tarde desta quinta precificava 23% de chance de manutenção do juro básico na reunião de março do Copom, porcentual que estava em 31% na última sexta, destaca Costa.

Por aqui, a agenda econômica contou apenas com a divulgação da arrecadação de impostos e contribuições federais, que somou R$ 292,724 bilhões em dezembro, pouco acima da mediana de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, de R$ 290,1 bilhões. O dado teve "efeito zero" sobre a curva de juros, de acordo com um economista de uma grande Tesouraria.

Por outro lado, ele destacou resultado de pesquisa Apex/Futura publicada nesta quinta, que mostrou o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como líderes em cenários de primeiro turno na eleição presidencial deste ano. Em uma hipótese com os dois candidatos e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula lidera com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio (33,3%) e Tarcísio (10,5%).

Em um possível segundo turno, de acordo com a enquete, o filho de Jair Bolsonaro venceria o petista, com 48,1% dos votos, ante 41,9% para Lula. O levantamento tem margem de erro de 2,2 pontos e ouviu 2.000 pessoas. "A pesquisa ajudou, mas o cenário macro lá fora ditou o ritmo dos juros", pontuou Tiago Hansen, diretor de gestão e economista da Alphawave Capital.

(Com Agência Estado)

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão. 

 

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros