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Economia Quarta-feira, 19 de Agosto de 2026, 11:30 - A | A

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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2026, 11h:30 - A | A

Taxas de juros caem após tentativa do Tesouro dos EUA de conter alta de juro longo no país

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

As taxas dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) operam em baixa, acompanhando o movimento do exterior, após o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirmar que pretende ao menos dobrar as operações de recompra de títulos de dívida de longo prazo (10 a 30 anos). O anúncio sinalizou baixa tolerância do governo norte-americano ao nível elevado dos juros no país que estão nos maiores patamares em mais de uma década na ponta longa da curva e repercutiu negativamente sobre as taxas globais.

Os investidores, no entanto, seguem aguardando a divulgação da ata da reunião de julho do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), às 15 horas (de Brasília), e monitorando a tensão no Oriente Médio, que ganhou novos contornos desde o fechamento do pregão de ontem.

O petróleo sobe pela quarta sessão seguida e opera acima de US$ 91 por barril, diante do temor de interrupções na oferta da commodity.

Os Emirados Árabes suspenderam o comércio e as transações financeiras com o Irã. Além disso, Israel confirmou ataques aéreos a um aeroporto na Síria, alegando risco ligado à movimentação de forças turcas, e o Irã voltou a advertir países da região a não facilitarem ações militares dos EUA.

O conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre a oferta de combustíveis têm sido um dos fatores que impulsionam as taxas de juros globalmente, ao elevar as expectativas de pressão inflacionária futura.

Por volta das 11h20, a taxa do DI para janeiro de 2027 caía a 13,725%, de 13,749% no ajuste anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2029 recuava a 14,185%, de 14,336%. A taxa para janeiro de 2031 caía a 14,490%, de 14,643%.

(Com Agência Estado)

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