A avaliação do mercado é que, ao ampliar a liquidez disponível, o Tesouro dos EUA favorece a entrada de fluxo estrangeiro na Bolsa. Esse mesmo fluxo foi o que ditou a queda do índice em agosto: a saída de capital estrangeiro até a semana passada somou R$ 18 bilhões, superando o ingresso vindo de outros grupos de investidores.
"Quanto mais dinheiro há na economia, mais esse dinheiro precisa ser rentabilizado. Nos EUA, pode ficar mais difícil encontrar retorno adicional, porque boa parte já está alocada - em Treasuries e em ativos de renda variável. Entrando dinheiro novo, esse capital busca alternativas e pode acabar indo para mercados emergentes. Com o aumento de liquidez, a percepção de risco diminui e o investidor tende a ficar menos seletivo", disse Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora, ao comentar o impacto da decisão do Tesouro dos EUA para o mercado brasileiro.
Os investidores, porém, ainda aguardam a divulgação da ata da reunião de julho do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), às 15 horas (de Brasília).
O documento pode trazer sinais sobre a próxima decisão do comitê de política monetária do banco central dos Estados Unidos e pode limitar os movimentos do Ibovespa se alterar as expectativas do mercado.
Até o momento, a aposta majoritária é de manutenção do atual nível de juros norte-americanos em setembro, mas uma ala do mercado acredita que a taxa básica pode subir.
(Com Agência Estado)
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