Müller listou como principais focos dessa diversificação Canadá, México, Alemanha e Turquia, além de destinos na África, como África do Sul, Nigéria e Etiópia e, na Ásia, a Indonésia, Cingapura, Índia e China. No recorte europeu, a menção à Alemanha reforça o peso do continente na estratégia e no desempenho recente da balança.
Ao comentar os números mais recentes do comércio exterior, o presidente da ApexBrasil destacou que a balança comercial brasileira registrou superávit recorde de US$ 35 bilhões em julho.
"É o melhor mês de julho da história do Brasil", disse. No acumulado do semestre, as exportações somaram US$ 220 bilhões, frente a US$ 200 bilhões no mesmo período do ano passado, uma alta de US$ 20 bilhões.
Dentro desse resultado, Müller chamou atenção para a mudança de composição por mercados. "Houve retração de US$ 2,9 bilhões nas vendas aos Estados Unidos e queda de US$ 2 bilhões para a Argentina, enquanto a Europa avançou US$ 3,1 bilhões", disse detalhando que US$ 2 bilhões desse aumento europeu se concentraram entre maio, junho e julho, em um movimento associado à dinâmica do bloco.
"No mesmo período, as exportações para a Índia cresceram US$ 2,7 bilhões e para a China, US$ 11,3 bilhões. Os dados mostram como o Brasil vem ganhando tração em novos mercados, impulsionado tanto por aberturas comerciais, incluindo mais de 600 aberturas para o agronegócio, quanto por ações para ampliar presença onde há demanda e espaço competitivo", disse.
De acordo com o presidente da Apex, a partir do trabalho de inteligência de mercado, a agência mapeia oportunidades, indica os mercados priorizados e inclui aqueles mais afetados por mudanças tarifárias e que, por isso, tendem a abrir janelas para produtos brasileiros.
(Com Agência Estado)
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