Segundo Müller, a estratégia será implementada em dois eixos. O primeiro prevê atendimento direto e individualizado às empresas pela própria ApexBrasil. "A partir de amanhã as empresas brasileiras já podem se inscrever e a ApexBrasil vai atender diretamente, caso a caso", disse, destacando que o objetivo é viabilizar encontros com compradores de outros destinos para reduzir a dependência do mercado americano.
O segundo eixo será executado em parceria com 29 entidades do setor privado, com as quais a agência vem estruturando um plano específico para setores afetados pelas tarifas. Nesse modelo, as empresas serão atendidas por meio das ações organizadas com as entidades, também com foco em feiras e missões de negócios, além de rodadas no Brasil com a vinda de compradores estrangeiros.
Müller acrescentou que o programa incluirá apoio financeiro direto para que empresas possam se preparar para exportar a novos mercados, como na obtenção de certificações exigidas por determinados países. A ApexBrasil trabalhará com 36 mercados considerados prioritários para a diversificação, em uma tentativa de gerar oportunidades reais de negócio e abrir novos caminhos para as empresas atingidas pelo tarifaço.
Apesar do foco na diversificação, o presidente da agência afirmou que a ApexBrasil não deixará de atuar nos Estados Unidos. Segundo ele, o país segue como mercado relevante e a agência manterá ações de promoção comercial, inclusive com o escritório em Washington, para buscar ampliação de isenções tarifárias e para promover setores brasileiros que não foram atingidos.
Müller avaliou que a medida é inédita na agência e responde a um cenário "extraordinário" no comércio internacional, em contraste com a postura tradicional do Brasil e do setor privado de defender abertura e redução de tarifas.
Ele também disse que os impactos são heterogêneos entre empresas, regiões e setores, citando companhias que investiram por anos para acessar o mercado americano e que agora enfrentam dificuldades para redirecionar a produção, enquanto outras já avançaram na diversificação. De acordo com ele, 72% das empresas acompanhadas pela ApexBrasil no último ano já diversificaram suas exportações.
(Com Agência Estado)
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