Segundo a projeção da CNI, os impactos serão sentidos com maior força na indústria da construção e nas micro e pequenas empresas industriais.
De um total de 32 setores industriais, 21 apresentariam elevação de custos acima da média da indústria, independentemente da estratégia adotada pela empresa para manter o número de horas atuais de produção.
Exemplos de impactos por setores econômicos:
- Indústria da transformação: de 7,7% a 11,6%;
- Indústria da construção: de 8,8% a 13,2%;
- Comércio: entre 8,8% e 12,7%;
- Agropecuária: 7,7% e 13,5%.
Segundo a entidade, o impacto imediato da proposta seria um aumento de aproximadamente 10% no valor da hora trabalhada regular para quem tivesse contrato de 40h. Caso as horas não fossem repostas, para a CNI, haveria redução na atividade econômica.
"Esses dados, combinados com as análises que estamos fazendo sobre o tema, mostram que o mais provável é que a produção seja reduzida e o custo unitário do trabalho aumente, trazendo pressão de custos e perda de competitividade das empresas nacionais. Essa dinâmica provoca queda da produção, do emprego e da renda e, consequentemente, do PIB brasileiro", alerta o presidente da CNI, Ricardo Alban.
A CNI também estima que os setores mais afetados seriam as micro e pequenas empresas. Negócios com até nove empregados, por exemplo, teriam alta de R$ 4,5 bilhões a R$ 6,8 bilhões, representando de 8,7% a 13% de aumento com gasto de pessoal.
Nas empresas com mais de 250 empregados, os impactos variam de R$ 27,5 bilhões a R$ 41,4 bilhões, dependendo dos cenários citados. Em porcentual, o aumento seria de 6,6% a 9,8% nesse caso.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.


