Em Nova York, os índices futuros caem e indicam abertura em queda das bolsas depois de terem subido na sexta-feira, em meio a um quadro cauteloso. Investidores aguardam novos desdobramentos das tarifas do governo dos EUA, em semana de divulgações importantes, como inflação medida pelo PPI norte-americano e decisão sobre juros na China.
No Brasil, serão informados o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA -15) de fevereiro e o Caged de janeiro, entre outros indicadores, além da safra de balanços que foi retomada hoje.
Segundo Silvio Campos Neto, economista sênior e sócio da Tendências consultoria, para hoje o Ibovespa deve exibir oscilações contidas, embora a renda variável permaneça com o suporte dos fluxos estrangeiros, que já acumulam R$ 10 bilhões líquidos em fevereiro até o dia 19. Após subir mais cedo, o dólar em relação ao real caiu à mínima dos R$ 5,1633 há pouco, depois de ter fechado em R$ 5,17 na sexta-feira. Já os juros futuros operam próximos da estabilidade.
No fim de semana, o presidente Donald Trump disse que elevará de 10% para 15% o que denominou "Tarifa Mundial" após a Suprema Corte norte-americana derrubar o tarifaço do ano passado na sexta-feira. Na ocasião, os ativos brasileiros reagiram positivamente. O Ibovespa encerrou em alta de 1,06%, aos 190.534,42 pontos - nível histórico.
Sobre o assunto, o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, avaliou que a decisão da Suprema Corte norte-americana de derrubar as tarifas nos Estados Unidos foi positiva para o Brasil.
O sócio da Tendências ressalta em nota que o aumento tarifário, que tem duração de 150 dias sem a aprovação no Congresso, inaugura um novo período de incerteza nas relações comerciais entre os Estados Unidos e o resto do mundo.
Após a decisão sobre tarifas pelo governo norte-americano, ações de empresas brasileiras como Embraer (-0,93%) e Weg (-1,23%) reagem em queda, em meio ainda a divulgações de seus balanços nesta semana. Nesta segunda-feira, a Telefônica Brasil, dona da Vivo, informou que seu lucro cresceu 6,5% no quarto trimestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, chegando a R$ 1,877 bilhão. Após o fechamento do mercado, é a vez de a Gerdau anunciar seus números do período. As ações da companhia sobem 2,65%.
Também no campo corporativo, a Vale assinou em Nova Déli um memorando de entendimentos com a estatal indiana NMDC Limited e a Adani Ports and Special Economic Zone (APSEZ) para montar uma estrutura de blendagem de minério na Índia. A Vale ainda divulgou uma atualização do cronograma de investimentos dos projetos de cobre na região de Carajás para os próximos anos, com previsão de investimentos totais de US$ 3,5 bilhões no período de 2026 a 2030. Os papéis da Vale iam para o positivo (0,10%), ainda sem a referência do minério de ferro de Dalian, na China, que continua em feriado.
Às 11 horas, o Ibovespa caía 0,56%, aos 189.507,66 pontos, ante recuo de 0,74%, na mínima aos 189.127,64 pontos, vindo de abertura em 190.532,19 pontos, perto da máxima aos 190.535,05 pontos, com variação zero nos dois casos.
Entre as blue chips, ações de bancos cediam até 1,06% (Itaú Unibanco), enquanto os papéis da Petrobras avançavam entre 0,68% (PN) e 0,78% (ON).
Na sexta-feira, o Índice Bovespa fechou pela primeira vez na faixa dos 190 mil pontos, em alta de 1,06%, aos 190.534,42 pontos.
(Com Agência Estado)
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