Por outro lado, caso os números frustrem a leitura de estabilização e apontem continuidade da fraqueza observada em 2025, haverá "um argumento igualmente plausível" para uma nova redução da taxa básica.
Waller destacou que o relatório de janeiro veio "substancialmente melhor do que eu esperava", com criação de vagas superior à dos nove meses anteriores combinados e avanço de 172 mil postos no setor privado. O resultado, disse, foi uma "surpresa positiva" e sugere que o mercado pode estar virando a página.
O diretor ponderou, porém, que "um mês não é tendência", especialmente após um 2025 "extraordinariamente fraco para criação de empregos", possivelmente um dos piores anos fora de recessão em décadas, pontuou. Waller observou que a criação líquida próxima de zero indica um mercado "fraco e frágil", apesar do ambiente de poucas contratações e poucas demissões.
O dirigente também ressaltou que as vagas de janeiro ficaram concentradas em poucos setores, como saúde e construção, e que indicadores privados divergiram do dado oficial, o que reforça a cautela. Ainda assim, afirmou que não pode descartar a possibilidade de que o mercado de trabalho tenha se estabilizado.
"Como as coisas estão hoje", avaliou o diretor do Fed, os dois cenários - pausa ou corte - estão próximos de um "cara ou coroa", e a decisão dependerá essencialmente dos próximos dados de emprego.
(Com Agência Estado)
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