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Economia Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026, 17:00 - A | A

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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026, 17h:00 - A | A

Powell: economia dos EUA se expandiu em um ritmo sólido; inflação segue um tanto elevada

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, afirmou que a economia dos Estados Unidos expandiu-se a um ritmo sólido no ano passado e está entrando em 2026 com uma "base firme". "Embora os ganhos de emprego tenham permanecido baixos, a taxa de desemprego mostrou alguns sinais de estabilização e a inflação permanece um pouco elevada", disse Powell, em coletiva de imprensa, no período da tarde desta quarta-feira, 28.

Ele reafirmou que os dirigentes do Fed seguem focados em atingir o duplo mandato, de máximo emprego e estabilidade dos preços. "Vemos a atual postura da política monetária como apropriada para promover o progresso em direção aos nossos objetivos de máximo emprego e inflação de 2%", disse.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) manteve nesta quarta os juros inalterados na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, conforme amplamente esperado.

A decisão, contudo, não foi unânime. Dois dirigentes com direito a voto - os diretores Stephen Miran e Christopher Waller - divergiram da maioria. Ambos defenderem um corte de 25 pontos-base.

Apoio expressivo no FOMC

O presidente do Federal Reserve afirmou que houve "apoio expressivo" no FOMC para a manutenção dos juros norte-americanos, após a sequência de três cortes. Ele disse que até os dirigentes que não concordaram com a decisão demonstram apoio.

"Houve um amplo apoio no Comitê para manter a posição de hoje, amplo, eu diria, incluindo entre os que não votam", disse Powell. "Claro, algumas pessoas queriam cortar e discordaram, mas o Comitê estava bastante a favor de manter a posição hoje", acrescentou.

Sinalizações

O presidente do Federal Reserve descartou dar sinalizações quanto ao rumo futuro dos juros nos Estados Unidos. De acordo com ele, as decisões se darão reunião a reunião.

"Estamos bem posicionados enquanto tomamos decisões reunião por reunião, analisando os dados que chegam, a perspectiva em evolução e tudo mais", disse Powell.

Conforme o dirigente, ainda há alguma tensão entre emprego e inflação, mas é menor do que antes. "Acredito que os riscos de alta para a inflação e os riscos de baixa provavelmente diminuíram um pouco", afirmou. "Então, estaremos analisando isso. Encontraremos nosso caminho à medida que os dados evoluírem", afirmou.

O presidente do Fed disse que as taxas norte-americanas estão no limite superior da faixa neutra. No entanto, ponderou, é "difícil dizer atualmente, com base em dados, que a política é significativamente restritiva, podendo ser considerada neutra ou, no mínimo, um tanto restritiva".

Segundo Powell, a perspectiva para atividade econômica "melhorou claramente" desde a última reunião do Fed, em dezembro. A força de trabalho diminuiu, mas a demanda por mão de obra nos EUA também reduziu, disse.

"Dados que chegaram nos mostram clara melhora nas projeções para o crescimento", afirmou. "No geral, temos uma previsão econômica mais otimista do que tínhamos em dezembro", avaliou.

Efeitos do shutdown

O presidente do Federal Reserve afirmou que os efeitos do maior shutdown da história norte-americana devem ser revertidos neste trimestre. "O shutdown temporário do governo federal provavelmente afetou a atividade econômica no último trimestre, mas esses efeitos devem ser revertidos à medida que a reabertura impulsiona o crescimento neste trimestre", avaliou, em coletiva de imprensa, nesta tarde. O consumo de famílias tem sido resiliente e o investimento de empresas segue crescendo, acrescentou.

Segundo ele, os indicadores do mercado de trabalho indicam que as condições podem estar se estabilizando após um período de enfraquecimento gradual. Contratações, vagas e crescimento salarial mostram pouca variação, avaliou.

Quanto aos preços, Powell disse que a inflação "diminuiu significativamente" em relação aos seus picos em meados de 2022, mas permanece "um pouco elevada" em relação à meta de longo prazo de 2% a ano. "Estimativas indicam que o PCE subiu 2,9% nos 12 meses encerrados em dezembro, e que, excluindo as categorias voláteis de alimentos e energia, o núcleo do PCE subiu 3%", afirmou. Conforme o presidente do BC dos EUA, as expectativas de inflação de longo prazo estão consistentes com a meta da autoridade, de 2% ao ano.

"Nós, do Fed, continuaremos a fazer nosso trabalho com objetividade, integridade e um profundo compromisso de servir ao povo americano", concluiu Powell.

Lisa Cook

O presidente do Federal Reserve afirmou que o caso envolvendo a diretora Lisa Cook talvez seja o mais importante na história de 113 anos da autoridade monetária. Powell foi criticado por representantes do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, por participar da audiência de Cook, na semana passada. Questionado sobre as razões que o levaram a participar da audiência, ele falou que não comentaria falas de outros funcionários da administração.

"Esse caso é talvez o mais importante caso legal na história de 113 anos do Fed. E, ao pensar sobre isso, achei que poderia ser difícil explicar por que não compareci", afirmou Powell.

E ele não foi o primeiro. Segundo Powell, Paul Volcker foi a um caso na Suprema Corte, em meados de 1985. "Então, há precedentes, e achei que era uma coisa apropriada, e fiz bem", avaliou.

A diretora do Fed passou a ser o novo alvo de pressão do chefe da Casa Branca após ser acusada pelo presidente do conselho da Agência Federal de Financiamento Habitacional dos EUA (FHFA, na sigla em inglês), William Pulte, de ter cometido fraude hipotecária.

A Suprema Corte indicou, na semana passada, que tende a manter Cook no cargo, o que representa um revés à tentativa do presidente Trump de demiti-la e ampliar sua influência sobre o banco central norte-americano.

(Com Agência Estado)

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