Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 0,12% (US$ 0,08), a US$ 66,48.
Já o Brent para maio avançou 0,04% (US$ 0,03), a US$ 71,30 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Na semana WTI e Brent ganharam 5,71% e 5,24%, respectivamente.
Os preços do petróleo ganharam certo fôlego com expectativas cada vez maiores de que os EUA ataquem Teerã. Embora Washington não tenha anunciado uma ofensiva, os sinais emitidos pela Casa Branca e pelo Pentágono indicam que o país está construindo as condições políticas e estratégicas para agir rapidamente.
Questionado nesta sexta por repórteres se considera um ataque para pressionar o Irã a fechar um acordo, Trump respondeu que "acho que posso dizer que estou considerando isso". O ataque inicial, que se autorizado poderia ocorrer em poucos dias, teria como alvo algumas instalações militares ou governamentais, segundo fontes do Wall Street Journal.
Os preços da commodity estiveram firmemente sob o controle de um turbilhão geopolítico nesta semana, à medida que as tensões EUA-Irã aumentaram mais uma vez, pontua a Capital Economics. A consultoria estima que o prêmio de risco esteja em torno de US$ 7 a US$ 10 por barril, acrescentado que interrupções maiores na oferta do que na "Guerra de 12 dias" podem fazer o petróleo plausivelmente subir muito mais, chegando mais perto de US$ 100 o barril.
Nesta sexta, dados americanos sobre inflação, Produto Interno Bruto (PIB), índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês), sentimento econômico e moradias tiveram leituras divergentes. Somados à decisão da Suprema Corte, os múltiplos catalisadores mantiveram o petróleo operando volátil durante o dia.
(Com Agência Estado)
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