De acordo com a pasta, os ministros trataram sobre bioinsumos, mecanização, inteligência artificial aplicada ao campo e complementaridade produtiva entre os países. Nessas áreas, a cooperação técnica entre os países deve incluir troca de conhecimento, pesquisa e estímulo a soluções tecnológicas adaptadas às realidades tropicais.
Fávaro afirmou que foi aberto espaço para "avanços concretos" no comércio bilateral de produtos agropecuários. "Tratamos da ampliação das relações comerciais. O Brasil está pronto para abrir a romã para importar da Índia e também para receber a noz macadâmia produzida aqui. Como contrapartida, buscamos a abertura do feijão-guandu, além de ampliar oportunidades para a carne de frango brasileira e a erva-mate", disse o ministro.
Já Teixeira destacou o potencial de cooperação em melhoramento genético, mecanização e inovação, citando a atuação de empresas brasileiras atuando na área de genética bovina no mercado indiano.
O Brasil exportou 4,814 milhões de toneladas de produtos agropecuários para a Índia em 2025, com geração de receita de US$ 3,210 bilhões, segundo dados do Agrostat - sistema de estatísticas de comércio exterior do agronegócio brasileiro. Atualmente, a pauta é concentrada na comercialização de açúcar, óleo de soja e algodão.
Já as importações brasileiras de produtos agropecuários indianos alcançaram 100,816 mil toneladas no ano passado, com desembolso de US$ 304,487 milhões, em especial de fios, linhas e produtos têxteis de algodão, cebolas secas, óleos vegetais, óleos essenciais e especiarias.
(Com Agência Estado)
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