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Economia Quinta-feira, 08 de Janeiro de 2026, 15:00 - A | A

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Quinta-feira, 08 de Janeiro de 2026, 15h:00 - A | A

ONU vê crescimento resiliente na América Latina e Caribe, mas alerta para limites estruturais

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A economia da América Latina e do Caribe deve manter um crescimento "amplamente resiliente" no curto prazo, apesar de riscos relevantes no cenário internacional, pontua a Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o relatório Situação e Perspectivas da Economia Mundial de 2026, divulgado nesta quinta-feira, 8, a região é sustentada por "consumo privado firme e uma recuperação gradual do investimento", mas enfrenta limitações estruturais que restringem avanços mais robustos.

A ONU estima o crescimento do PIB regional em 2,4% em 2025, acrescentando que o crescimento deve desacelerar ligeiramente para 2,3% em 2026, com uma retomada para 2,5% em 2027. Ainda assim, o próprio texto ressalta que esse ritmo permanece "insuficiente para melhorar de forma significativa os mercados de trabalho".

Os riscos negativos continuam elevados, alerta a organização, citando incerteza persistente sobre políticas globais e a possibilidade de maior fragmentação do comércio, fatores que podem aumentar a volatilidade macroeconômica. O relatório destaca ainda impactos desiguais de novas medidas tarifárias e mudanças nas políticas de imigração dos EUA, que afetam fluxos comerciais, cadeiras de suprimento e remessas.

No caso específico da Argentina, a ONU diz que as condições macroeconômicas "se estabilizaram após a profunda recessão de 2023 e 2024", projetando que o crescimento do país deve desacelerar de 4,3% em 2025 para 3,8% em 2026, após uma recuperação considerada forte. A ONU observa que o governo avançou com um programa de estabilização baseado em "consolidação fiscal, unificação cambial e política monetária mais restritiva", embora reconheça que isso ocorreu "a um custo social significativo".

Em toda a região, o relatório salienta que a "dívida elevada, custos crescentes de juros e desinflação lenta continuam limitando o espaço" para políticas monetárias e fiscais, deixando as economias mais expostas a choques externos.

(Com Agência Estado)

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