O documento destaca que os preços elevados continuam sendo um desafio global fundamental. A inflação cheia caiu de 4% em 2024 para uma estimativa de 3,4% em 2025 e deve desacelerar para 3,1% em 2026. Para a entidade, embora a inflação geral tenha arrefecido, os preços elevados continuam a pesar sobre a renda real.
Segundo a entidade, a redução dos preços de energia e alimentos, taxas de câmbio mais estáveis e crescimento lento dos salários nominais ajudaram no arrefecimento da inflação. "Diferentemente da alta sincronizada global dos anos anteriores, as tendências inflacionárias tornaram-se desiguais, moldadas por gargalos recorrentes de oferta em meio ao aumento dos riscos geopolíticos e relacionados ao clima", pontua.
Diante desse cenário, a ONU afirma que os líderes globais enfrentam um cenário inflacionário cada vez mais complexo, e a política monetária adotada pelos bancos centrais permanecerá como um tema central. Essas decisões devem atuar em conjunto com arcabouços fiscais críveis e medidas sociais direcionadas para proteger os grupos mais vulneráveis, acrescenta o relatório.
A organização nota que as taxas de juros seguem acima dos níveis pré-pandemia em vários países e projeta novos cortes graduais em 2026, sob risco de retomada da inflação ou de volatilidade cambial - que podem "complicar a etapa final do ciclo de desinflação".
De acordo com o relatório, a ação coordenada entre políticas monetária, fiscal e industrial será crucial para administrar pressões persistentes sobre os preços sem comprometer a estabilidade social ou o crescimento de longo prazo.
Os preços ainda elevados continuam a corroer o poder de compra da população mais vulnerável, destaca o subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais, Li Junhua. Ele aponta que a inflação mais baixa poderá proteger gastos familiares essenciais, fortalecer a concorrência nos mercados e enfrentar os fatores estruturais que impulsionam choques recorrentes de preços.
(Com Agência Estado)
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