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Economia Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026, 18:00 - A | A

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Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026, 18h:00 - A | A

Mesmo mostrando menos força, Ibovespa assegura ganho de 0,87% na semana

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Mesmo com energia menor em relação ao rali deflagrado em meados de janeiro que o alçou a novos recordes, o Ibovespa conseguiu encerrar a primeira semana de fevereiro com ganho de 0,87% no intervalo, após avanço de 1,40% na anterior, de 8,53% na segunda 'perna' da série de recordes e de 0,88% na que a havia iniciado, no dia 14 passado. Hoje, o índice da B3 operou colado à estabilidade na maior parte da sessão e ganhou alguma força em direção ao fechamento, em alta de 0,45%, aos 182.949,78 pontos, tendo oscilado entre mínima de 181.390,73 e máxima de 183.262,07 pontos na sessão. O giro se mostrou ainda em bom nível, a R$ 30,1 bilhões. No ano, o Ibovespa sobe 13,54%.

Em boa parte da sessão, o Ibovespa patinou em torno do limiar de 182 mil pontos, descolado de avanço dos principais índices de ações em Nova York, apesar do dólar em baixa frente ao real, de cerca de 0,63%, a R$ 5,2204 no fechamento. Os rendimentos do DI também cederam terreno, mas a combinação favorável de câmbio e juros futuros não foi o suficiente para combater a fadiga do índice da B3, após um mês de janeiro impulsionado a recordes com o aumento do fluxo estrangeiro. Em Nova York, os ganhos chegaram a 2,47% (Dow Jones) na sessão de hoje, com S&P 500 e Nasdaq mostrando alta, pela ordem, de 1,97% e 2,18% no encerramento.

Na B3, as blue chips operaram em baixa nesta sexta-feira, à exceção do principal papel do setor financeiro, Itaú PN, que subiu 2,70%, ainda sustentado por leitura favorável sobre os resultados do quarto trimestre de 2025, divulgados nesta semana. Por outro lado, Bradesco cedeu hoje na ON (-1,98%) e na PN (-2,55%) após o balanço trimestral e a decepção do mercado com relação ao guidance da instituição. Vale ON fechou em baixa de 0,95% e Petrobras com perda de 1,04% na ON e de 0,95% na PN. Na ponta negativa do Ibovespa, CSN (-3,94%) e Cogna (-3,30%), além de Bradesco. Do lado ganhador, Direcional (+6,90%), Magazine Luiza (+5,70%) e B3 (+4,80%).

Para Christian Iarussi, economista e sócio da The Hill Capital, fatores domésticos pesaram na sessão. "A queda do minério de ferro, a oscilação do petróleo e, principalmente, o recuo das ações do Bradesco pressionaram o mercado", diz. "O banco divulgou aumento da inadimplência e sinalizou provisões maiores para este ano, o que acabou contaminando todo o setor financeiro", acrescenta.

Ele observa que, em Nova York, as bolsas buscaram hoje se recuperar das perdas recentes, com avanço apoiado, na sessão, pela melhora do sentimento do consumidor. Ainda assim, o momento de recuperação por lá tende a ser limitado pelo receio em torno dos investimentos elevados nas grandes empresas de tecnologia, especialmente a Amazon, que apresentou um plano de Capex acima do esperado, enfatiza Iarussi.

Na B3, além do ajuste nas commodities metálicas, destaque, no setor bancário, para Bradesco com a reação negativa ao aumento da inadimplência, enquanto as ações de siderurgia e mineração responderam à retração do minério de ferro no exterior.

"No caso da Vale, além do recuo do minério, pesam questões operacionais como a suspensão de atividades em algumas unidades após eventos climáticos, e o aumento do escrutínio regulatório e ambiental", acrescenta. "No caso das siderúrgicas, o movimento reflete um cenário mais desafiador para o setor com expectativa de queda na produção global de aço, pressão de importações mais baratas e níveis elevados de capacidade ociosa. Tudo isso reduz a visibilidade de margens e acaba penalizando as ações", acrescenta.

Otávio Oliveira, gerente de Tesouraria do Daycoval, destaca o comportamento do câmbio na sessão, em viés de queda claro, chegando a testar a barreira dos R$ 5,20 ao longo do dia, "mas sem força para permanecer abaixo disso". "Fluxo estrangeiro que entrou nos últimos dias e, principalmente, semanas com altas recordes em especial para a Bolsa parece que chegou a um ponto de equalização", diz. "Não parece haver a mesma perspectiva de entrada de fluxo estrangeiro no mesmo volume visto, com o dólar mostrando suporte um pouco mais forte na casa de R$ 5,20", ressalta.

Nesse contexto, o pessimismo do mercado em relação ao desempenho das ações no curtíssimo prazo cresceu fortemente no Termômetro Broadcast Bolsa desta sexta-feira. A expectativa de queda para o Ibovespa na semana que vem agora é amplamente majoritária entre os participantes, com fatia de 50%, ante 18,18% na pesquisa anterior. A percepção de alta, ao contrário, caiu, de 45,45% para 30,00%. A de estabilidade passou de 36,36% para 20,00%.

(Com Agência Estado)

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