Na mínima, tocou os 185.000,96 pontos e, ao fim, marcava baixa moderada a 0,24%, aos 186.016,31 pontos, tendo saído de abertura aos 186.464,00 pontos. Com o vencimento de opções sobre o Ibovespa, o giro financeiro foi muito reforçado, a 89,4 bilhões na sessão. No mês, o Ibovespa sobe 2,57%, elevando o agregado no ano a 15,45%, apesar de o índice da B3 se manter em baixa nas três últimas sessões.
Nesta retomada dos negócios após a pausa de dois dias para a folia, Petrobras mostrou ganhos, de 1,11% na ON e de 0,81% na PN no fechamento, impulso insuficiente para se contrapor à queda de 3,57% em Vale ON, a ação de maior peso no Ibovespa, que cedeu terreno assim como os demais nomes do setor metálico. A ausência do mercado chinês, devido ao feriado do Ano-Novo Lunar até o dia 24, deixa as ações ligadas ao minério de ferro negociado em Dalian, referência para esses papéis, sem norte, dando espaço para realização de lucros em alguns casos.
Em 2026, Vale sobe 16,62%, considerando a correção desta quarta-feira - no mês, virou para o negativo (-0,47%). Em Cingapura, o minério caiu 0,25%. "É a ausência de China que pesa", diz um operador de renda variável. Apesar de a China ter crescido 5% em 2025, coincidindo com a meta oficial, há incertezas à frente sobre demanda interna e preocupações quanto a riscos comerciais.
Na B3, os bancos mostraram comportamento dividido, com Bradesco se inclinando ao negativo na ON (-0,61%) e PN (-0,29%). Destaque para Santander (Unit +1,86%, na máxima do dia no fechamento). Na ponta ganhadora do Ibovespa na sessão, Raízen (+6,35%), PetroReconcavo (+3,59%) e Cosan (+2,94%). No lado oposto, além de Vale, apareceram Pão de Açúcar (-4,55%) e IRB (-3,03%).
O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,20% ante a moeda brasileira, cotado a R$ 5,2406. "O boletim Focus segue projetando o dólar em R$ 5,50 no fim de 2026, indicando que o mercado ainda enxerga espaço limitado para apreciações adicionais mais intensas do real sem melhora estrutural do quadro fiscal", diz João Duarte, sócio da ONE Investimentos. Para Duarte, o movimento de alta do dólar esteve mais alinhado ao fortalecimento global da moeda americana do que a fatores internos. "O patamar de R$ 5,20-5,25 segue sendo uma região de disputa entre fluxo externo favorável ao Brasil e a dinâmica dos juros nos Estados Unidos."
Do meio para o fim da tarde, a ata do Fed contribuiu para apreciar o dólar na sessão, com o mercado também de olho nos movimentos dos EUA com relação ao Irã, observa Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos. Em Nova York e Londres, os contratos futuros de petróleo mostraram ganhos acima de 4% na sessão. Os principais índices de ações em NY fecharam o dia em alta entre 0,26% (Dow Jones) e 0,78% (Nasdaq), moderadas após a ata desta tarde do Federal Reserve, com o mercado de lá também monitorando a possibilidade de novo shutdown nos EUA.
Segundo a ata da mais recente reunião de política monetária do Fed, em janeiro, vários dirigentes afirmaram que cortes de juros podem ser apropriados no país se a inflação convergir para a meta de 2% ao ano. Mas a maioria, no entanto, alertou que esse progresso pode ser lento, ressalva o documento do BC americano.
No noticiário doméstico, destaque nesta quarta para mais uma liquidação de instituição financeira pelo Banco Central, desta vez o Banco Pleno. "O banco era um morto-vivo desde novembro, e já não tinha mais condições de captar dinheiro a mercado para financiar suas operações ou honrar vencimentos", diz Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.
"Uma vez que o controlador do Pleno (Augusto Lima) foi sócio de Daniel Vorcaro no Master por anos, e estando envolvido profundamente nas investigações que tangem a fraude no Master, era questão de tempo até a liquidação do Pleno ocorrer", acrescenta.
(Com Agência Estado)
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