A prisão de banqueiro foi a primeira ação autorizada pelo ministro do STF, André Mendonça, depois que assumiu a relatoria do caso. Ele, aliás, é quem assina a notificação à Justiça americana, na qual informa que o mandado de prisão do banqueiro confirma a evidência de reincidência criminal.
"Mesmo após ser solto, ocorrido em 28/11/2025, a organização criminosa continuou a ocultar recursos bilionários em nome de terceiros", diz o ministro do STF, no documento. Só então a "impressionante quantia" de R$ 2,245 bilhões foi bloqueada, afirma.
O banqueiro já havia ficado preso por 11 dias em novembro do ano passado, quando a primeira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada por ordem da Justiça Federal de Brasília. Depois, sua defesa levou a investigação para o STF, mas o inquérito sofreu ruídos sob a relatoria de Dias Toffoli.
Na tarde desta quarta, está prevista uma audiência, em Fort Lauderdale (Flórida), para avaliar o pedido do liquidante para rastrear ativos do banco e de seu controlador nos EUA. Dezenas de empresas foram convocadas, como galerias de arte, corretoras de imóveis e casas de leilão. O banqueiro entrou com medida contra o pedido, e que também deve ser avaliado na mesma ocasião.
O liquidante do Master está em busca de obras de artes, imóveis e outros ativos valiosos de Vorcaro nos EUA. Entre janeiro e fevereiro, o responsável pela liquidação do banco entrou com pedidos para intimação de ao menos 27 entidades, que incluem corretoras de imóveis, casas de leilões, como as famosas Sotheby's e Christie's, e galerias de arte, como a Mnuchin, Pace Gallery e a Richard Gray Gallery, e bancos como o The Bank of New York (BNY Mellon).
No Brasil, Vorcaro voltou a prisão em meio às investigações da Polícia Federal que acusam o banqueiro de ter cooptado funcionários do Banco Central e pagamento de uma mensalidade a um núcleo de intimidação, incluindo de jornalistas, e obstrução à Justiça.
(Com Agência Estado)
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