Os investidores aguardam a divulgação do CPI de dezembro nos EUA, às 10h30, que pode reforçar as apostas de manutenção da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano na reunião ao final deste mês. A mediana das estimativas do Projeções Broadcast aponta alta de 0,30% no índice cheio em dezembro, após avanço de 0,20% em novembro, com inflação anual de 2,7%. Também são esperados discursos do presidente do Fed de St. Louis, Alberto Musalem (12h) e do presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin (1h).
Mais cedo, presidentes de diversos bancos centrais emitiram comunicado conjunto manifestando total solidariedade ao Fed e ao presidente da instituição, Jerome Powell, após o chefe do BC americano se tornar alvo de investigação do Departamento de Justiça americano (DoJ) - evento que mexeu com os mercados ontem. O comunicado conta com a assinatura do presidente do BC brasileiro, Gabriel Galípolo.
No mercado doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta manhã que o volume de serviços prestados caiu 0,1% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços. Este resultado não deve mudar a expectativa de manutenção da taxa Selic em 15% ao ano no Comitê de Política Monetária (Copom) também ao final deste mês.
Às 11h30, a Fenabrave anuncia os dados de vendas de veículos de dezembro e do acumulado de 2025.
Ainda na agenda brasileira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participam, às 15h, de cerimônia de lançamento da plataforma digital da Reforma Tributária.
O caso Banco Master segue no radar, após o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, ter acertado com o Banco Central a realização de uma inspeção na autoridade monetária. Além disso, investidores acompanham possíveis impactos sobre a balança comercial brasileira após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tarifas de 25% para países que negociem com o Irã, embora a participação iraniana nas exportações brasileiras seja considerada marginal.
Na segunda, 12, o dólar à vista encerrou em alta de 0,12%, cotado a R$ 5,3725, após oscilar entre a mínima de R$ 5,3509 e a máxima de R$ 5,3859, ambas registradas pela manhã. Segundo operadores, o movimento refletiu ajustes técnicos após a queda recente da moeda e maior cautela antes dos eventos-chave da semana.
(Com Agência Estado)
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