O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) setorial aumentou em outubro, principalmente devido à melhora das expectativas dos empresários para os próximos meses, tanto em relação à economia brasileira quanto aos próprios negócios, segundo a CNI.
O indicador varia de zero a 100 pontos, sendo que resultados acima de 50 pontos indicam confiança e, abaixo desse patamar, falta de confiança.
Cinco setores passaram a linha dos 50 pontos e passaram a demonstrar otimismo: extração de minerais não metálicos, impressão e reprodução, produtos de material plástico, alimentos e produtos diversos.
Em contrapartida, o ICEI recuou nos segmentos ópticos e de calçados e suas partes. No último, a queda levou o indicador para abaixo de 50 pontos.
"O avanço generalizado do ICEI se deve à melhora das expectativas dos empresários, tanto com relação aos seus negócios quanto em relação à economia brasileira", afirmou o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
Segundo ele, a avaliação das condições atuais ainda limita a confiança, mantendo o pessimismo disseminado entre setores, portes de empresas e regiões.
Porte e regiões
Entre as empresas de grande porte, o ICEI subiu 3,2 pontos e chegou a 50,2 pontos, voltando ao campo de confiança, embora de forma moderada. Nas pequenas indústrias, o indicador avançou 3,4 pontos, para 48 pontos, enquanto nas médias aumentou 2,8 pontos, para 47,7 pontos. Nos dois grupos, o índice permanece abaixo da linha que separa confiança e pessimismo.
Regionalmente, o Centro-Oeste voltou a demonstrar otimismo, após o ICEI avançar 3,3 pontos, de 48,6 para 51,9 pontos. No Nordeste, o indicador subiu 1,7 ponto, para 53,1 pontos, mantendo a região no campo positivo. No Norte, o índice avançou 5,5 pontos, para 49,8 pontos, aproximando-se da linha de confiança. No Sudeste e no Sul, o pessimismo persistiu, apesar das altas de 3,9 e 2,9 pontos, para 48,3 e 44,9 pontos, respectivamente.
A pesquisa ouviu 1.626 indústrias, sendo 671 pequenas, 588 médias e 367 grandes, entre 1º e 13 de outubro.
Apesar da melhora, o pessimismo ainda predomina em boa parte da indústria, diante da avaliação negativa das condições atuais da economia e dos negócios. "A avaliação das condições atuais ainda segura a confiança, de forma que o pessimismo ainda é disseminado em boa parte dos setores, portes e regiões", afirma Azevedo.
(Com Agência Estado)
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