"A Selic permanece muito alta e isso afeta crédito, investimentos e a atividade econômica. É verdade que as expectativas para a inflação pioraram, mas o IPCA segue dentro do intervalo da meta no chamado horizonte relevante da política monetária. É possível continuar diminuindo os juros em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta, sem impor à economia um custo maior do que o necessário para assegurar a estabilidade dos preços", afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban, que defende que o Copom retome o ciclo de corte dos juros em dezembro, quando está prevista a próxima reunião do colegiado.
Fiemg
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) "avalia que a manutenção dos juros em patamar elevado prolonga os custos para o setor produtivo, dificulta a retomada dos investimentos e compromete a competitividade da indústria brasileira".
A entidade avalia que a "ausência de uma coordenação mais efetiva entre as políticas fiscal e monetária contribui para manter a pressão sobre a inflação e restringe as condições para a redução da taxa básica de juros".
"A falta de consistência na condução fiscal impõe custos elevados à economia. Com juros altos por mais tempo, o crédito fica mais caro, os investimentos são adiados e a indústria perde capacidade de crescer e competir. O País precisa de responsabilidade fiscal e de sinais claros de compromisso com o equilíbrio das contas públicas", afirma o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe.
(Com Agência Estado)
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