Economia Segunda-feira, 14 de Maio de 2012, 09:00 - A | A

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CONTRASTE

Chineses se impressionam com latifúndio na Rota da Integração

O constraste entre os dois países foi revelado na expedição que impressionou chineses pela quantidade de terras com um único dono

Marcos Negrini/ Secom-MT

Chinês Cai Xundong (d) disse em Lucas do Rio Verde e Nova Mutum que se impressionou com o latifúndio

Os três chineses que acompanharam a expedição “Rota da Integração”, promovida pelo Governo do Estado em setembro do ano passado, ficaram impressionaados com uma situação que não é habitual em seu país  - a grande quantidade de terras para um único dono no Estado de Mato Grosso.

Pelas cidades do interior do Estado onde a comitiva passou, em duas cidades, o intérprete e representante da Asia Trade and Investments (ATI), Anselmo Alves, destacou que o chinês Cai Xundong, porta-voz na comitiva das duas empresas que estão interessadas em construir a ferrovia Cuiabá-Santarém, disse que o latifúndio foi um choque cultural para os estrangeiros.

“Ele está dizendo que nunca viu tanta terra para um único dono, é algo novo para eles (chineses). Isso realmente impressou os seus olhos”, disse Anselmo Alves, traduzindo o que Cai acabava de falar para muitos produtores rurais em Nova Mutum.

Em dois momentos Cai Xundong fez questão de enfatizar a impressão que o latifúndio lhe causou, em Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. Em outras cidades preferiu repetir as mesmas palavras, que estava muito confiante em uma parceria sólida para construção da ferrovia Cuiabá-Santarém.

Na China, o regime comunista e a população chegando a quase 2 bilhões de habitantes, a maior do planeta terra, a divisão de terras é rigorosa. Com a abertura para o capitalismo, cada vez mais latente, a base do pensamento comunista ainda persiste, não é à toa que o China Development Bank tem US$ 1 trilhão em ativos.

PROTOCOLO DE COMPETÊNCIA

Em nove de setembro de 2011 um grupo de chineses encontrou com governador Silval Barbosa para comunicar que o estudo de campo para a construção da ferrovia seria iniciado naquele mês.

O otimismo dos chineses para a construção da ferrovia pode esbarrar na burocracia do país, mas em questão de competência eles serão modelos. Basta perceber que a BR-163 está sendo construída desde o início da década de 70 e ainda está se cogitando terminá-la no final de 2012, cerca de 42 anos após o começo do asfaltamento.

A companhia estatal China Railway Engineering Corporation (CREC) afirma que constrói 4 km de ferrovia por dia. Para construir os 2 mil quilômetros previstos, a finalização da Cuiabá-Santarém será entregue em apenas 18 meses. Um numero expressivo para as construções no Brasil.

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