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Cidades Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2026, 16:40 - A | A

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NARROU CRIMES

Homicídio, esquartejamento e histórico de acidentes: advogado que matou idosa deu entrevista exclusiva ao HNT

Paulo Roberto Gomes dos Santos, que atropelou idosa em VG, acumula condenações por assassinar o próprio chefe e decapitar estudante em motel; em entrevista ao HNT, ele detalhou sua vida de crimes e fugas.

APARECIDO CARMO
Da Redação

Em uma entrevista exclusiva e reveladora o advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, acusado de atropelar e matar a idosa Ilmes Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, revelou como matou um delegado de polícia e esquartejou a amante. A conversa, publicada pelo Hipernotícias em maio de 2017, ajuda a compreender quem é o acusado.

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Já naquela época, o advogado revelou que tinha um histórico de acidentes de trânsito. Ele admite que quase perdeu a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e que trafegava em “velocidade estúpida”.

“Sofri quatro acidentes. Um deles foi em Chapada dos Guimarães, próximo ao paredão. Nos outros três o pessoal voltou a tentar tomar minha carteira. Mas, continuei em frente e neste ano estava previsto abrir mais três advocacias e uma assessoria jurídica em Itanhangá (distante a 447 km de Cuiabá), mas, no dia 16 de novembro de 2016, sofri outro acidente. Em uma velocidade estúpida porque estava atrasado para uma reunião, passando por uma rodovia federal, perdi o controle, capotei o carro e me quebrei todo. Estou cheio de ferro pelo corpo. Mas, Deus me livrou”, confessou.

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O primeiro crime de Paulo Roberto foi na década de 1990, quando ele era policial civil. Na conversa com o HNT, ele relatou teria descoberto supostas irregularidades na conduta do então chefe, o delegado Eduardo da Rocha Coelho.

“Depois de ficar dois anos como policial militar e ir para a Polícia Civil ser investigador, eu descobri, no Rio de Janeiro, uma gangue e a gangue era do delegado, por isso, eu acabei o matando, porque naquela época eu achava que na Justiça se você eliminasse essas pessoas acabaria o crime”, disse.

“No dia do crime, eu discuti com o meu chefe e acabei atirando na nuca dele”, admitiu.

Ele chega a defender que um homicida “tem jeito” de reconstruir a vida, mudar a conduta, enquanto “o ladrão e o traficante”, não. O advogado contou que chegou a ser preso no Presídio Ary Franco, no Rio de Janeiro. Pouco mais de um mês depois, ele fugiu de lá.

Eventualmente, ele acabou se mudando para Lucas do Rio Verde, onde adotou uma identidade falsa. Com o nome de Francisco Vaccani, passou a atuar ilegalmente como advogado.

“Atuei sete anos como advogado. Não tinha carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas assinava normalmente”, contou. Naquela época, o Fórum ficava em Sorriso. Quando houve a mudança do Fórum para Lucas, ele acabou sendo descoberto.

“Quando o Fórum passou para Lucas do Rio Verde em uma reunião descobriram que eu não era advogado e, com isso, o juiz deu ordem para me prender caso eu aparecesse no Fórum me passando por advogado. Mas, ele errou porque eu tinha amizades e as fontes me contaram, então decidi sair da cidade”, disse.

Ele decidiu se mudar para Cuiabá, onde passou a trabalhar como engenheiro florestal. “Não era formado, mas sabia das técnicas por causa da profissão da minha mulher”, revelou.

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Na conversa, ele admitiu que liberava desmates e queimadas, “tudo de forma normal”.

“O que acho incrível é que ninguém me pedia documentos ou comprovação de que de fato era o profissional adequado para isso”, comentou.

Foi na sua atuação como falso engenheiro que ele conheceu a estudante Rosemeire Maria da Silva, com quem iniciou um romance extraconjugal. Em determinado momento, conforme o relato do advogado, ela descobriu sua identidade falsa e passou a ameaçá-lo para que deixasse a esposa ou ele seria denunciado à polícia.

“Fiquei doido e no dia 16 de abril [de 2004] a levei para Juscimeira e a matei”, disse sem arrodeios. Na época, a imprensa local relatou que a vítima foi asfixiada dentro de uma banheira em motel, foi decapitada e teve o corpo jogado no Rio São Lourenço.

Na época em que foi descoberto, chegou a se jogar do terceiro andar do prédio da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá,

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“Me quebrei todo. Foi Deus que me salvou, porque fiquei cinco meses internado. Foram diversas cirurgias”, disse, apelando para a religião.

Ele foi preso e encaminhado para a cadeia de Juscimeira. Na entrevista, ele reclamou que o sistema carcerário diferencia homicidas e estupradores.

“O sistema prisional tem uma coisa. Não aceita homens que matam ou estupram mulheres. Mas, em cerca de 10 dias me aceitaram a entrar no Raio 1 como uma pessoa comum, ou seja, sem nível superior”, disse.

A entrevista é finalizada com uma reflexão sobre a sua experiência após ter sido condenado a 13 anos pela morte do delegado e 19 e seis meses pela morte da estudante.

“Ressocialização é utopia. Reeducando a gente costuma ver apenas como andarilho ou flanelinha. E hoje não basta ser uma pessoa íntegra. Porque as pessoas ainda vão tentar te derrubar”, concluiu.

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