Segundo duas pessoas que acompanham de perto as discussões, o martelo só vai ser oficialmente batido depois de o FGC terminar os pagamentos de garantias. Mas as contas apontam que vai ser "inevitável" adotar as medidas.
O desembolso de cerca de R$ 47 bilhões no caso Master representa quase 40% da liquidez que a instituição tinha em junho de 2025, de R$ 121,128 bilhões.
Ambos os instrumentos considerados, a antecipação e a cobrança extraordinária, estão previstos nas normas do FGC. O fundo é autorizado a cobrar antecipadamente de 12 a 60 contribuições mensais - ou seja, de um a cinco anos de contribuições - sempre que as circunstâncias indicarem que o seu patrimônio "necessita e receitas adicionais para fazer face às suas obrigações."
No entanto, a antecipação teria impacto no fluxo de caixa do FGC, que passaria um período equivalente sem receber recursos. Por isso, o conselho de administração do fundo deve lançar mão de uma contribuição extraordinária. Segundo o estatuto do FGC, o valor não pode ultrapassar metade da alíquota em vigor para as contribuições ordinárias.
O FGC já começou o pagamento de cerca de R$ 40,6 bilhões em depósitos garantidos do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro.
Nesta quarta-feira, a autoridade monetária anunciou a liquidação do Will Bank, que faz parte do grupo Master. As garantias do banco devem somar cerca de R$ 6,5 bilhões, segundo estimativas preliminares.
(Com Agência Estado)
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