Caiado defendeu uma reforma administrativa "com coragem", com foco em reduzir distorções no serviço público. Segundo ele, a medida deve incluir o corte de "salários abusivos" e a revisão de privilégios, como etapa indispensável para reequilibrar as contas e melhorar a eficiência do Estado.
"Reforma administrativa tem de fazer com coragem", disse ele nesta sexta-feira, 28. "Tem de cortar salários abusivos", afirmou durante evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).
O candidato disse que, a partir da correção dessas distorções, será possível "desinchar" a máquina pública. Ele argumentou que um Estado mais enxuto tende a ser mais funcional, com capacidade de investir melhor e entregar serviços com mais qualidade.
Ao abordar políticas sociais e de empregabilidade, Caiado afirmou que, pela experiência que relata, a maioria das mulheres busca ampliar a renda familiar. "Nossa experiência mostra que 70% das mulheres querem ter renda a mais; os homens geralmente se acomodam", disse, ao defender programas que incentivem autonomia econômica e inserção no mercado de trabalho.
Caiado disse que o Brasil já estaria na terceira geração de famílias atendidas por programas de transferência de renda, o que indicaria dificuldade de romper a dependência. Para ele, a saída passa por educação de qualidade, como forma de interromper o ciclo vicioso e criar condições reais de mobilidade social. "Já estamos na terceira geração do Bolsa Família", disse. "Precisa ter educação de qualidade para interromper o ciclo vicioso."
No campo econômico, o candidato afirmou que o país precisa definir setores prioritários para ganhar competitividade. Segundo Caiado, o Brasil não acompanhou a evolução global em tecnologia e inovação e, por isso, deve concentrar esforços em áreas estratégicas com potencial de crescimento e produtividade. "Temos que escolher áreas em que seremos competitivos. O Brasil não evoluiu em tecnologia e inovação."
Ele citou como oportunidades o avanço de biocombustíveis, a exploração e a industrialização de minerais críticos e a economia baseada em inteligência artificial. Na visão de Caiado, o país tem vantagens comparativas nesses segmentos, mas precisa de coordenação política, ambiente regulatório e investimentos para transformar potencial em crescimento. "O Brasil tem oportunidades em biocombustíveis, minerais críticos e IA."
(Com Agência Estado)
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