"Ele deu todas as pistas, embora não tenha dito com todas as letras, de que vai aumentar os juros", afirmou Marcelo Fonseca, economista da CVPAR. Segundo ele, Warsh reafirmou o compromisso com a meta de inflação e, de forma decisiva, reconheceu que, desde a última reunião, em julho, a inflação apresentou pouco avanço.
Após o discurso, o mercado passou a precificar 55,7% de chance de alta nos juros dos Estados Unidos em setembro. Na véspera, essa probabilidade era de 35,4%, segundo dados do CME FedWatch.
Por volta das 12h45, o Ibovespa recuava 0,60%, aos 174.084 pontos. A máxima intradiária foi de 176.420 pontos (+0,73%), registrada perto da abertura do pregão, e a mínima, de 174.030 pontos (-0,63%).
Mais cedo, o índice subia e tentava estender a sequência de sete pregões de alta registrada até quinta, 27 - movimento que, segundo Eduardo Carlier, codiretor de investimentos da Azimut Brasil, se relaciona principalmente à mudança de cenário em comparação ao início de agosto, quando o humor com o mercado brasileiro era mais negativo.
De acordo com Carlier, a Bolsa brasileira viveu em agosto "dois meses em um": primeiro, um período muito adverso, no qual o Ibovespa chegou a acumular queda mensal de quase 7%; depois, uma recuperação que reduziu essas perdas para perto de 1%.
Ele ressalta, porém, que os principais vetores do repique do Ibovespa no curto prazo parecem ser a queda dos preços do petróleo e pesquisas eleitorais indicando uma disputa mais acirrada no segundo turno. A Azimut Brasil, porém, está "muito alocada" em renda fixa e, neste momento, com menor exposição a ações e ativos de risco. "A eleição é muito importante. Estamos conservadores, aguardando definição", concluiu.
(Com Agência Estado)
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