"A confiança de serviços voltou a subir em agosto, recuperando parte da perda do mês anterior, puxada tanto pela percepção sobre a situação atual quanto pelas expectativas para os próximos meses. O movimento de alta não se disseminou por completo entre os segmentos e pode refletir, em parte, uma compensação após a forte queda de julho", avaliou Stéfano Pacini, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota.
No cenário interno, o resultado foi favorecido pelo recuo recente da inflação e por um mercado de trabalho ainda resiliente. "Ainda assim, os juros reais permanecem elevados e o endividamento das famílias segue como contrapeso, num quadro em que o avanço do El Niño ameaça pressionar novamente os preços de alimentos e energia. Com isso, um possível afrouxamento da política monetária pode demorar mais que o previsto, o que reforça a cautela quanto à trajetória do setor ao longo do segundo semestre", continuou Pacini.
A alta do ICS em agosto refletiu melhora nos dois componentes do índice. O Índice de Situação Atual (ISA-S) avançou 1,3 ponto, para 90,8 pontos, e o Índice de Expectativas (IE-S) subiu 1,0 ponto, para 87,3 pontos.
No ISA-S, houve alta nos dois indicadores. O item que mede o volume de demanda atual registrou avanço de 0,6 ponto, para 91,2 pontos, enquanto o indicador de situação atual dos negócios subiu 2,0 pontos, para 90,3 pontos.
Pela ótica das expectativas, o indicador de demanda prevista nos próximos três meses aumentou 2,1 pontos, para 86,8 pontos. Já o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses ficou estável, sem variação, em 88,0 pontos.
(Com Agência Estado)
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