"O Japão não deve nada ao Tesouro. Portanto, não há risco de que o Japão deixe de pagar uma dívida que não existe", disse Bessent, em uma carta em resposta à recente consulta da senadora democrata Elizabeth Warren sobre a intervenção no iene. Segundo o secretário, o Japão é um grande detentor de Treasuries e mercados desordenados de iene podem desencadear liquidações forçadas, o que pode desestabilizar os mercados globais.
Na carta, Bessent criticou Warren ao afirmar que a senadora "entende ainda menos sobre mercados de câmbio do que sobre bancos", ao explicar que o dinheiro veio de uma transação e não houve um tomador de empréstimo. "O que é igualmente chocante, mas não surpreendente: nenhum membro do seu 'grupo de mídia' tem um nível básico de conhecimento sobre mercados financeiros para identificar seu erro elementar", enfatizou.
De acordo com Bessent, o mesmo princípio do Japão estava em vigor na Argentina, onde o Tesouro usou o Fundo de Estabilização de Câmbio para estabilizar o país em um "momento de iliquidez aguda", evitando que o problema se tornasse uma crise regional mais ampla. "A crise melhor gerida é aquela que nunca acontece", frisou a carta.
Ele ainda justificou seu poder de ação ao comentar que a Seção 5302 autoriza expressamente o secretário, com aprovação presidencial, a lidar com o câmbio em apoio a arranjos ordenados. "O povo americano merece supervisão baseada em fatos, e não em slogans. Embora eu não esteja ansioso para isso, espero que sua próxima carta demonstre que você aprendeu a diferença entre uma compra de moeda e um empréstimo", finalizou Bessent à Warren.
(Com Agência Estado)
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