Ainda assim, a profissional menciona que a inflação no Brasil tem cedido e o crescimento econômico, aumentado.
A Fitch trabalha com a projeção de que o País deve crescer apenas um pouco abaixo de 2,0% em 2026, enquanto os Estados Unidos devem crescer 2% e a China deve ver seu crescimento cair de 5% para 2,1% por conta da demanda interna menor. Inclusive, os investimentos da China para a América Latina permanecem baixos.
Juros e câmbio
O Brasil também é exceção na região no sentido de política monetária. "Vimos a maioria dos países da América Latina capazes de cortar as taxas de juros, com exceção do Brasil, onde há anos prolongados de taxas mais altas", afirma Shetty.
Enquanto a maior parte dos países da América Latina tem visto um diferencial de juros em relação ao Federal Reserve (Fed) abaixo da média histórica, o Brasil é um ponto fora da curva. "Com isso, obviamente, há um pano de fundo de moeda amplamente apreciada e fortalecida ao longo de 2025", diz a chefe de ratings soberanos da agência, citando também o peso colombiano, além do real, neste sentido.
Shetty afirmou ainda, durante webinar da agência de classificação de risco, que a desvalorização global do dólar tem sido benéfica para a América Latina.
(Com Agência Estado)
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