A entrada em operação do Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, administrado pelo Einstein Hospital Israelita, tem atraído profissionais de saúde mato-grossenses que atuavam fora do estado. A unidade da Secretaria de Estado de Saúde funcionará pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com dez especialidades e começou os atendimentos neste mês.
Com a previsão de contar com 2 mil profissionais, o hospital já tem cerca de 700 colaboradores contratados, além de mais 200 médicos. “Nosso foco inicial é valorizar os profissionais locais”, observou Alessandra Bokor, diretora do Hospital Central.
Atualmente, a equipe reúne colaboradores de 22 cidades diferentes de Mato Grosso já prontos para o trabalho. Além disso, do volume total de profissionais já contratados pelo hospital, 74% são mato-grossenses. “São profissionais com vocação para trabalharem no SUS e que querem aproveitar a oportunidade de atuar em meio à cultura organizacional do Einstein, marcada pela excelência, pela inovação, segurança e cuidado com as pessoas”, analisou a diretora.
O maior atrativo tem sido o fato de que o Hospital Central será o primeiro de Mato Grosso a operar com a cultura de excelência de atendimento do Einstein, com infraestrutura de ponta e tecnologia avançada, pelo SUS. Considerado o melhor hospital da América Latina, o Einstein ocupa a 22ª posição da última edição do ranking World’s Best Hospitals da revista Newsweek.
O intensivista cuiabano Eduardo Gomes, de 38 anos, irá coordenar as Unidades de Terapia Intensiva do Hospital Central. Ele é um dos dez médicos de Mato Grosso que voltaram para o estado atraídos pelo desejo de trabalhar na unidade. Quando soube do processo de contratação, Gomes viu a oportunidade como um “chamado”.
“É um retorno com propósito profissional e pessoal. Temos o que há de melhor em terapia intensiva, com a excelência do Einstein e para uma comunidade que precisa, que é a do SUS em Mato Grosso. Além disso, estarei próximo da minha família, devolvendo ao estado tudo que fez por nós”, mencionou.
Gomes gerenciou UTIs de hospitais privados de São Paulo e demonstra entusiasmo com a qualidade tecnológica e operacional que encontrou no Hospital Central. “Uma das coisas que me motivou é que este é um hospital de primeira. A equipe médica que vai atuar na UTI vai se deparar com ferramentas com as quais eu, por exemplo, nunca tive contato, mesmo no sistema privado. O time está bem motivado por ter acesso a muita qualidade para se desenvolver profissionalmente”, afirmou.
O Einstein é uma organização filantrópica que leva há mais de duas décadas a sua expertise para o SUS. Atualmente, administra 35 unidades públicas por meio de alianças com estados e municípios, e desenvolve mais de 40 projetos dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), em parceria com o Ministério da Saúde.
O objetivo é contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento do SUS, maior rede pública de saúde do mundo, que atende mais de 212,6 milhões de brasileiros (IBGE, 2024). Para isso, o Einstein aplica nas unidades públicas o mesmo modelo de gestão usado em suas unidades privadas: uso intensivo de indicadores de qualidade, protocolos clínicos baseados em evidências, tecnologia, formação contínua de equipes e humanização do cuidado.
Além de mato-grossenses voltando para trabalhar no estado, a abertura do Hospital Central tem atraído especialistas de outros estados. Neste primeiro momento, o atendimento começa pelas especialidades de cirurgia pediátrica, ortopedia e urologia. A previsão é de que, até abril, a unidade entre em total operação, somando então cerca de 2 mil profissionais.
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