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Brasil Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026, 17:30 - A | A

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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026, 17h:30 - A | A

20% dos brasileiros dormem menos de 6 horas e 31,7% têm sintomas de insônia, revela Vigitel

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira, 28, os resultados do Vigitel 2025, com informações sobre a prevalência de diabetes e hipertensão no País, e dados sobre hábitos alimentares e de prática de exercícios. Pela primeira vez, o estudo traça também um panorama do sono dos brasileiros.

Os dados mostram que 20,2% dos moradores das capitais dormem menos de seis horas por noite (21,3% entre mulheres e 18,9% entre homens). A frequência de duração curta de sono é maior entre aqueles com 65 anos ou mais (23,1%) e é particularmente alta entre mulheres sem instrução ou com o ensino fundamental incompleto (29%).

Considerando as diferentes localidades, um em cada cinco adultos (18 anos ou mais) da capital paulista (20,9%) dorme menos de seis horas por noite. A taxa é semelhante em capitais como Aracaju (20,9%), Fortaleza (20,6%), João Pessoa (20,2%) e Manaus (21%). Maceió lidera a lista, com 24,8%, e Campo Grande apresenta a menor taxa, 14,8%.

As informações do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) também revelam que 31,7% dos adultos residentes nas capitais apresentam ao menos um sintoma de insônia e reforçam que a questão é mais frequente no sexo feminino (36,2%) do que no masculino (26,2%). Em São Paulo, o problema foi relatado por 28% dos homens e 34% das mulheres; no Rio de Janeiro, por 26% e 37%, respectivamente, e, em Belo Horizonte, por 22% e 36%. Em Maceió, 46% das mulheres relatam ao menos um sintoma de insônia.

Obesidade, diabetes e hipertensão

De acordo com o levantamento, a prevalência de excesso de peso em adultos brasileiros aumentou de 42,6%, em 2006, para 62,6%, em 2024.

No mesmo período, os casos de obesidade cresceram 118%, de 11,8% para 25,7%. Desde o início da série histórica, as mulheres apresentam maior prevalência da doença do que os homens, com crescimento de 12,1% para 26,7%.

O relatório também aponta que, entre 2006 e 2024, a prevalência de diabetes entre adultos aumentou 153%, passando de 5,5% para 12,9%. Entre as mulheres, a taxa é de 14,3% e, entre os homens, 11,2%. Entre os idosos com 65 anos ou mais, três em cada dez (31,4%) têm o diagnóstico.

Segundo o documento, entre os adultos com a doença, 81,3% fazem tratamento medicamentoso - em 2023, eram 84,7%.

Já a prevalência de hipertensão arterial aumentou de 22,6% em 2006 para 29,7% em 2024. Ela é maior entre as mulheres (31,7%, contra 27,4% nos homens), entre idosos com 65 anos ou mais (60,2%) e pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto (49,8%).

Alimentação e exercício físico

A ingestão de frutas e hortaliças em cinco dias por semana ou mais, o chamado consumo regular, variou de 33%, em 2008, para 31,4%, em 2024. Entre pessoas com ensino médio incompleto, houve queda de 30,2%, em 2019, para 25,7%, em 2024.

Em relação ao consumo adequado, ou seja, cinco ou mais porções diárias de frutas e hortaliças, apenas 21% dos brasileiros atingiram a recomendação em 2024, percentual semelhante ao observado em 2008 (20%). Entre adultos sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, o consumo adequado foi de 15,4%, enquanto entre aqueles com ensino superior completo chegou a 30%.

Quanto aos ultraprocessados, o levantamento mostra que o consumo de refrigerantes ou sucos artificiais em cinco dias da semana ou mais caiu de 30,9%, em 2007, para 16,2%, em 2024. Já o consumo de cinco ou mais produtos ultraprocessados no dia anterior à entrevista atingiu 32,6% em Porto Alegre, o maior percentual entre as capitais, enquanto São Luís registrou o menor índice, com 18%.

A prática de ao menos 150 minutos semanais de atividade física moderada aumentou de 30,3%, em 2009, para 42,3%, em 2024, embora com disparidades importantes: 47,7% entre os homens e 37,9% entre as mulheres. Por outro lado, a atividade física no deslocamento para o trabalho ou escola caiu de 17% para 11,3% no mesmo período.

Novo programa do Ministério da Saúde

O relatório foi apresentado durante o lançamento de uma nova estratégia do Ministério da Saúde para a prevenção de doenças crônicas e a promoção da qualidade de vida, o programa Viva Mais Brasil. Segundo a pasta, serão investidos R$ 340 milhões em políticas de promoção da saúde.

O programa foca em iniciativas de incentivo à atividade física, alimentação saudável, redução do tabagismo e do consumo de álcool, diminuição das doenças crônicas e ampliação da vacinação no País.

"Queremos reforçar e criar, com o Viva Mais Brasil, um verdadeiro movimento que reúna a população, as mais de 100 mil equipes da atenção primária espalhadas pelo País e outras áreas do governo em prol de mais qualidade de vida", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

(Com Agência Estado)

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