Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem foi condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por participação na tentativa de golpe para reverter o resultado das eleições de 2022. Após a condenação, ele deixou o País e fugiu para os Estados Unidos, em setembro.
Em novembro, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou a prisão preventiva do ex-deputado. No mês seguinte, determinou que a Secretaria Judiciária do STF remetesse ao MJSP os documentos necessários para a formalização do pedido de extradição. Uma semana depois, a pasta informou à Corte que havia solicitado ao Ministério das Relações Exteriores o encaminhamento do processo às autoridades norte-americanas, que segundo o MJSP, foi entregue no dia 30 de dezembro.
Ramagem teve o mandato cassado em 18 de dezembro, no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados também declarou a perda do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nas redes sociais, Ramagem afirmou que a decisão foi resultado de uma "canetada" e acusou o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de atuar como "subordinado de um ministro ditador", em referência a Moraes.
Motta afirmou que a decisão foi tomada pelos líderes partidários para evitar um "novo episódio de conflito e de estresse institucional".
(Com Agência Estado)
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