São Paulo, 28/01/2026 - As bolsas europeias operam em queda, diante da cautela em torno da reunião do Federal Reserve. Com o mercado precificado para uma manutenção da taxa básica de juros nos EUA, expectativa recai sobre mensagens neste momento de preparativos para troca de comando do BC americano. Ações do setor de luxo pesam em Paris, enquanto a ASML ajuda a animar o setor de semicondutores.
Por volta das 7h30 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,5%, a 610,15 pontos. A Bolsa de Londres cedia 0,36%, a de Paris apontava queda de 1,1% e a de Frankfurt perdia 0,19%. O mercado de Milão tinha baixa de 0,63% e o de Lisboa indicava declínio de 0,25%. Madri apresentava desvalorização de 1%.
Em Paris, as ações da LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton despencavam 7,1% perto do horário acima, contaminando a Kering (detentora das marcas Gucci e Bottega Veneta) e Hermès, que tinham quedas de 3,9% e 1,8%, respectivamente. Em Milão, a Monclear recuava 2,7% e a Burberry cedia 1,8% em Londres.
Embora as vendas do quarto trimestre da gigante francesa do setor de luxo tenham ficado em grande parte alinhadas com as expectativas do JPMorgan, o banco salienta que os números, provavelmente, ficaram abaixo do que os investidores esperavam. As ações devem permanecer em uma faixa de negociação estreita por enquanto, devido ao crescimento instável das vendas e a múltiplos acima das médias históricas, afirma o banco americano.
Na direção oposta, a ASML subia 4,6% em Amsterdã. A empresa holandesa de máquinas para fabricação de chips informou que os pedidos para o trimestre de dezembro totalizaram 13,16 bilhões de euros (US$ 15,78 bilhões), quase o dobro do que os analistas haviam previsto.
Em Londres, Fresnillo rondava a estabilidade e a Endeavour Mining subia 2,9%. O ouro estava cotado há pouco a US$ 5.271,8 a onça-troy, após tocar US$ 5.306,0 mais cedo, o maior valor da história, enquanto o índice Dólar cai em sessão de repercussão a relatos de comentários do presidente dos EUA, Donald Trump. O republicano afirmou ontem que não achava que o dólar havia enfraquecido excessivamente. "Não, eu acho que está ótimo", disse a repórteres em Iowa, quando questionado se estava preocupado com uma queda que levou a principal moeda de reserva.
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* Com informações da Dow Jones Newswires.
(Com Agência Estado)
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