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Economia Quinta-feira, 27 de Novembro de 2025, 10:00 - A | A

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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2025, 10h:00 - A | A

Ata do BCE cita possível fim do ciclo de corte de juros, mas defende relevância de mente aberta

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O Banco Central Europeu (BCE) mencionou que a opinião de que o ciclo de cortes nas taxas de juros havia chegado ao fim foi expressa na última reunião monetária entre 29 e 30 de outubro, segundo a ata publicada nesta quinta-feira, 27. A posição foi justificada diante da manutenção de uma "perspectiva favorável" e defesa de uma postura cautelosa.

"Desde que as expectativas de inflação permaneçam firmemente ancoradas, a política monetária não deve ser ajustada em resposta a flutuações moderadas e temporárias da inflação em torno da meta, mas apenas se uma variação significativa da meta fosse esperada no médio prazo", observou a ata. "A perspectiva macroeconômica resiliente reforçou a visão do mercado de que os juros continuam em um bom patamar."

O documento ressaltou que a manutenção dos juros nos níveis atuais permite que se espere por mais informações para avaliação de fatores de risco - opção considerada como "vantajosa". "Argumentou-se também que o nível atual das taxas de juro deve ser considerado suficientemente robusto para gerir choques, tendo em conta os riscos inflacionários bilaterais e considerando uma ampla gama de cenários possíveis", acrescentou o documento.

Ao mesmo tempo, de acordo com o texto, também foi expressa a opinião de que é importante manter a mente "totalmente aberta" quanto à possível necessidade de um novo corte na taxa de juros. Por outro lado, diante a redução da incerteza sobre o impacto econômico das políticas comerciais dos EUA, a incerteza em torno da trajetória da taxa de juros do BCE também diminuiu.

A perspectiva de inflação permaneceu praticamente inalteradas, com ela próxima da meta de médio prazo de 2%, mas houve a ponderação de que os riscos de tensões comerciais mais amplas e interrupções na cadeia de suprimentos - incluindo o aumento de tarifas, restrições à exportação de matérias-primas essenciais e tensões geopolíticas - ainda eram considerados significativos.

(Com Agência Estado)

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