O inquérito da Polícia Civil da Operação Ruptura CPX revela que o Comando Vermelho tentou transformar o Residencial Isabel Campos, em Várzea Grande, em uma versão do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, local dominado por facções onde as forças de segurança "não entram". O delegado da DRACO (Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), Antenor Júnior Pimental Marcondes, afirmou que foi identificada uma forte influência territorial no bairro de VG. Os faccionados implantaram um sistema alternativo de vigilância envolvendo os moradores com a intenção de blindar os criminosos de ações policiais.
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"O mecanismo de vigilância comunitária forçada era utilizado como uma das estratégias utilizadas pela organização criminosa para manter o domínio territorial e evitar a repressão estatal", disse o delegado.
Os moradores tinham que seguir as regras estabelecidas pelo CV que monitorava a circulação de pessoas e quem mudava para o bairro. Segundo o delegado, a preferência para a ocupação de casas era para quem fosse "irmão" do bando.
"A facção tenta, onde ela está presente, seja em condomínio, em qualquer local, ela tem esse modus operandi de ter um controle de informações global", falou
Ao chegar no residencial, os faccionados tinham que se apresentar para as lideranças do bairro e comunicar suas atividades antes começarem a traficar, por exemplo, sob pena de serem apontados e entregues pelo disciplina ao 'tribunal do crime'. A medida era utilizada para manter o domínio sobre o território e garantir o controle das atividades criminosas desenvolvidas nas comunidades.
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CRÉDITO DO VÍDEO: Mídia News
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