Na divisão por grupos de clientes, o aumento projetado é 15%, em média, para os consumidores conectados em alta tensão, como indústrias e grandes empresas. Por outro lado, a elevação estimada é de 8,97%, em média, para aqueles conectados em baixa tensão, que contempla os consumidores residenciais, rurais, pequenos comércios e pequenas indústrias.
A parte de componentes financeiros é o fator de maior pressão para essa alta tarifária estimada. Isso porque houve aumento dos custos referentes aos contratos de comercialização e transporte de energia, embora créditos tributários tenham aliviado em parte essa conta. Da alta de 10,18%, 6,46 pontos porcentuais são referentes à parcela de financeiros.
Os encargos setoriais, bem como o custo na aquisição e transmissão de energia, são fatores complementares de pressão para o aumento. Outro componente é a chamada Parcela B, que representa 0,37 ponto porcentual na alta de 10,18%. Esse último componente reúne os custos com as atividades de operação, manutenção, investimento e remuneração da concessionária na distribuição de energia.
A Enel SP é sediada na cidade de São Paulo (SP) e atende aproximadamente 8,92 milhões de unidades consumidoras. O consumo de energia elétrica representa atualmente um faturamento anual na ordem de R$ 23,57 bilhões, segundo dados da Aneel. A empresa enfrenta, atualmente, risco de recomendação de caducidade após processos referente à qualidade do serviço de energia diante de eventos climáticos.
(Com Agência Estado)
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