Cidades Quarta-feira, 18 de Novembro de 2020, 14:40 - A | A

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CORONAVAC

Hospital Júlio Muller recruta voluntários para teste da vacina contra Covid-19

REDAÇÃO

O Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM), por meio da Universidade Federal de Mato Grosso, está recrutando voluntários para os testes da vacina contra a covid-19, a CoronaVac. Até agora poucas pessoas demonstraram interesse em serem vacinados pelo imunizante.    

Reprodução/Internet

vacina covid oxford

 

Em Cuiabá, de acordo com o pesquisador Cor, o HUJM espera incluir aproximadamente 800 participantes voluntários nos testes. Até o momento apenas 160 voluntários, 20% do total esperado, foram cadastrados e por isso o HUJM segue com o recrutamento para novos participantes aberto.  

“Esses voluntários têm que ser profissionais de saúde que façam atendimento de pessoas com covid 19 ou suspeitas de covid19 e que tenham conselho de classe”, explicou o pesquisador.  

Os pré-requisitos para voluntários interessados de Cuiabá são: atuar como médicos, enfermeiros, bioquímicos, farmacêuticos, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos, dentistas, com registro em conselho de classe, ter idade acima de 18 anos e sem limite superior de idade, desde que esteja atuando na atenção a pacientes com Covid-19. O voluntário pode ter ou não ter tido Covid-19 antes.  

Para quem tem interesse em participar do ensaio como voluntário, o contato com o HUJM deve ser realizado a partir dos telefones (65) 3615-7319 e (65) 98466-5246, ou WhatsApp (65) 98466-5246.  

Mais informações também podem ser obtidas através do e-mail: profiscov2cuiaba@gmail.com e imprensa.hujm@gmail.com . Todos os interessados devem responder ao questionário de avaliação disponível na página do Instituto Butantan, pelo link.  

Teste da CoronaVac    

No Brasil, o ensaio clínico para testar a eficácia do imunizante é coordenado pelo Instituto Butantan, de São Paulo, e autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Cuiabá é um dos 16 centros, espalhados por 7 estados brasileiros, participantes do ensaio multicêntrico.  

Desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, a vacina é uma das 10 que no mundo todo que se encontram na fase 3. A terceira fase é a penúltima antes da aprovação, e até o momento tem apresentado resultados promissores segundo os pesquisadores do Instituto Butantan e demais estudiosos envolvidos no estudo.  

Na capital mato-grossense, onde os testes começaram a ser realizados no dia 6 de outubro, a pesquisa é coordenada pelo professor Cor Jesus Fernandes Fontes, da Faculdade de Medicina (FM) da UFMT e pesquisador do Núcleo de Pesquisa Clínica do HUJM.  

Segundo Cor, a CoronaVac já foi aplicada em mais de 10 mil profissionais da saúde no Brasil, sem a apresentação de nenhum evento adverso grave. “Um efeito adverso grave, por definição internacional, é toda manifestação relacionada ao produto que está sob investigação, pode ser medicamento ou vacina, que resulte em óbito, invalidez ou alguma anomalia”, explica Fontes.  

Na última segunda-feira (9), a Anvisa havia suspendido os estudos da vacina no Brasil após a morte de um voluntário. A medida provocou uma série de questionamentos por parte de pesquisadores envolvidos no estudos e autoridades, mas o Instituto Butantan esclareceu que o evento não tinha nenhuma relação com a vacina. Na quarta-feira (11), a agência anunciou a retomada dos ensaios.  

“É super normalmente durante o desenvolvimento de um ensaio clínico haver suspensões e interrupções por parte dos organismos regulatórios, exatamente porque um evento adverso grave tem que ser analisado primeiro. O fato que gerou espanto é que todas as informações que já haviam sido repassadas para a Anvisa já mostravam que não havia relação entre o óbito e a vacina, mas ela achou por bem interromper e reanalizar, e dessa reanálise foi concluída hoje que não tem relação mesmo e nós já retomamos a condução do ensaio em Cuiabá”, conta Cor sobre a interrupção dos testes no Brasil.  

Em relação a eficácia, a expectativa dos pesquisadores envolvidos na pesquisa da CoronaVac é de que o imunizante ofereça a proteção necessária, principalmente por utilizar uma tecnologia bastante tradicional, diz Cor Jesus. Essa vacina utiliza uma versão inativa do vírus, obtido de cultura de célula.  

Isso significa que o vírus, inteiro, foi exposto ao calor e substâncias químicas até não ser capaz de se reproduzir e representar riscos ao paciente. Feito isso, a inoculação é feita no organismo, que desenvolve formas de combater a doença sem deixar o indivíduo enfermo.  

“Esse vírus inteiro, ele tem a vantagem de induzir uma resposta imunológica mais alta, mais poderosa, porque o vírus vai completo no organismo da pessoa imunizada. É diferente de quando você dá uma partícula viral e você estimula uma resposta imune apenas contra essa partícula”, afirma Fontes.    

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