O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) concluiu as ações de enfrentamento, vigilância e educação sanitária em Acorizal (69 km de Cuiabá), após a confirmação, na última semana, da presença do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma propriedade rural com aves domésticas de subsistência.
O encerramento das atividades foi realizado na tarde desta sexta-feira (22), na Escola Municipal Amâncio Ramos, espaço que abrigou, por seis dias, a coordenação das equipes, onde eram realizadas as reuniões de alinhamento e definição dos trabalhos. Na reunião de conclusão dos trabalhos, foram apresentados os resultados das ações de contenção ao vírus. No total, foram sanitariamente sacrificadas 339 aves, e 282 ovos foram destruídos.
Um total de 314 propriedades rurais localizadas em um raio de 10 km de distância da área do foco da gripe aviária receberam a visita dos servidores do Indea, onde foram inspecionadas 7.253 aves.
“Nessas visitas às propriedades, que chamamos de vigilância ativa, realizamos a educação sanitária para orientar o produtor a estar atento aos sinais de mortandade de aves e a nos procurar caso desconfie da presença do vírus da Influenza Aviária nas aves domésticas. Além disso, inspecionamos as aves do local para verificar se alguma apresentava sintomas da doença”, explica o coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea, João Marcelo Néspoli.
A propriedade rural em que foi confirmado o foco de gripe aviária passou por limpeza e desinfecção. A barreira sanitária montada na entrada da propriedade já foi desmontada. Atualmente, a área entrou em vazio sanitário por 45 dias, período em que fica impedida de abrigar aves.
Os trabalhos de contenção até a finalização do evento sanitário contaram com 10 equipes atuando na vigilância, uma na barreira sanitária, uma na atuação direta no foco e uma equipe na coordenação. Juntas, as equipes somaram a presença de 31 servidores do Indea, sendo 15 médicos-veterinários e 16 agentes fiscais. Além disso, houve o apoio de dois médicos-veterinários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e de policiais militares.
Durante os seis dias de trabalhos ininterruptos, foram acionados servidores das unidades de Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Pontes e Lacerda, Cáceres, Rondonópolis e Barra do Bugres.
Ação efetiva
Assim que o Mapa declara o diagnóstico da doença, pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP), pertencente ao órgão federal e referência para análise laboratorial das amostras colhidas de aves doentes, os governos estaduais precisam agir rapidamente para conter a propagação do vírus.
O Mapa emite um alerta ao Estado sobre a presença da doença, para que ações emergenciais sejam adotadas, e avisa a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) da existência da doença no território nacional.
Após esse aviso, fica a cargo do órgão de defesa sanitária estadual a aplicação e, posteriormente, o encerramento das ações.
Aves silvestres
Todos os três casos (Campinápolis, Cuiabá e Acorizal) de gripe aviária em aves de subsistência, registrados nos últimos seis meses em Mato Grosso, tiveram a mesma introdução: aves silvestres, especialmente patos selvagens conhecidos como paturis. Em todos os casos, havia lagoas e áreas alagadas que serviam de parada para as aves doentes, que, em contato com aves das propriedades, introduziram o vírus.
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