Cidades Quarta-feira, 29 de Junho de 2011, 17:00 - A | A

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QUE É ISSO, COMPANHEIROS?

Diferenças partidárias provocam mal estar entre Sintep e professora Amanda Gurgel

Educadora que deixou deputados do RN constrangidos faz parte da Central Sindical e Popular (CSP) e do PSTU, que faz oposição ao PT

ALIANA F. CAMARGO
aliana@hipernoticias.com.br

Mayke Toscano/Hipernotícias
Amanda Gurgel faz parte do PSTU oposição do partido maioria da direção do Sintep, o Partido dos Trabalhadores
A professora Amanda Gurgel, que provocou constrangimento aos deputados estaduais do Rio Grande do Norte, ao cobrar atenção para educação veio à Cuiabá dar apoio ao movimento dos professores que estão em greve, mas o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) não fez questão da recebê-la.
Amanda Gurgel esteve na tarde desta quarta-feira (29) no acampamento dos professores  que estão em greve há 24 dias por melhores salários e mais investimentos na educação.
Para o secretário de administração do Sintep, Ziquidalto de Castro, “é um processo natural a vinda dela. Para nós não é a vinda dela que vai resolver nosso problema porque a sua liderança é momentânea”.
O distanciamento à uma recepção mais calorosa à Amanda, que se tornou fenômeno através de um vídeo postado na internet falando das deficiências da educação em seu Estado, é devido ao fato dela fazer parte do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e da Central Sindical Popular (CSP).
A Central Sindical Popular foi criada em 2006 e desde então vem fazendo oposição a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no qual o Sintep faz parte.
Amanda Gurgel está realizando palestras a convite das mobilizações existentes no país inteiro, não somente da educação, mas de vários setores que estão paralisados. Em Cuiabá, ela veio à convite do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Sindijufe), da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) e de mais 14 entidades.
Sobre a greve em Mato Grosso, Amanda considerou lamentável a posição da Justiça em declarar a greve ilegal. “A justiça reage assim também em outros Estados. A justiça não é nada justa. É uma contradição da justiça quando deixa de dar a voz para os professores”, posicionou-se.
Com o slogan "10% do PIB, Já!", Amanda comenta sua atual condição de fenômeno social dizendo “minha fala reflete o sentimento nacional. Ela traduz a angústia geral”.
Sobre a distância entre sua vinda e a direção do Sintep, que por assim dizer, encampam a mesma luta, Amanda que não se considera heroína como muitos apontam e a única tentativa e de articular um movimento através da força da classe trabalhadora.
Indagada sobre uma possível pretensão em pleitear algum cargo em 2012, Amanda explicou “nosso partido (PSTU) toma decisão horizontal e por enquanto não é prioridade optarmos por isso. Eu não tenho pretensão por enquanto. Nossa energias estão canalizadas pela educação pública de qualidade”.
PALESTRA
Mayke Toscano/Hipernotícias
Amanda Gurgel, palestrou para 150 pessoas entre alunos e docentes da UFMT na manhã desta quarta (29)
A professora Amanda Gurgel palestrou na manhã desta quarta-feira (29) para docentes e alunos da Universidade Federal de Mato Grosso sobre a luta que encampou pela educação no Brasil.
Para a professora que leciona português no Rio Grande do Norte, Estado que está há 60 dias em greve, a paralisação dos professores em nível nacional é histórica.
“Tem muitos servidores que não aceitavam o movimento em anos anteriores, mas o que estou percebendo que muitos professores estão apoiando a greve por melhores salários, mais estrutura nas escolas e mais vagas para alunos”, comenta. A professora, que tem 29 anos e está rodando o Brasil com a bandeira pela educação.
INSATISFAÇÕES
O Sindijufe fez ato público na tarde desta quarta na praça Ulysses Guimarães saindo em direção ao Centro Político Administrativo.  Ato contou com menos de 30 servidores dos 1.800 que compõe a categoria.
A reivindicação da categoria, que está de greve desde o dia 7 de junho, é pelo Plano de Cargos e Salários e contra o Projeto de Lei Federal 549/2009 que prevê o congelamento de 10 anos dos salários dos servidores públicos.
Investigadores e escrivães também estão na expectativa da resposta do secretário de Administração César Zílio que deve apresentar nesta quinta-feira (30) a proposta de reestruturação salarial para as categorias.
Em assembleia conjunta, investigadores e escrivães sinalizaram que se o governo não apresentar proposta coerente irão entrar em greve por tempo indeterminado.
Servidores da Secretaria de Meio Ambiente também estão de greve há 8 dias. A categoria também reivindica o reajuste salarial no Estado.
Na esfera federal, cerca de 84 docentes da UFMT decidiram em assembleia nesta terça-feira (29), pelo indicativo de greve. Até 24 de agosto a categoria irá decidir se paralisam ou não as atividades.

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Luiz Inácoi 29/06/2011

A \"cumpanherada\" parece que está sem noção. Em vez de agregar, desagrega.

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