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Cidades Sábado, 22 de Outubro de 2022, 08:00 - A | A

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Sábado, 22 de Outubro de 2022, 08h:00 - A | A

APONTA MPT

Denúncias por assédio eleitoral em Mato Grosso crescem diariamente no segundo turno

De acordo com a relação do Ministério Público do Trabalho, já são 26 denúncias por coação ou promessas de benefícios

CLARYSSA AMORIM
Da Redação

O número de denúncias por assédio eleitoral em Mato Grosso triplicou desde o 1º turno das eleições 2022. Já são 22 denúncias por coação, promessas e ameaças no pleito atual, registradas até esta sexta-feira (21). Esta semana, o Ministério Público do Trabalho (MPT) chegou a emitir uma nota tentando coibir mais episódios de assédio eleitoral no ambiente de trabalho e assegurou rigor na apuração dos casos.

A cidade que mais contém denúncias no estado mato-grossense é Cuiabá, somando seis casos. Em seguida, aparece Rondonópolis, com quatro casos; Campo Novo do Parecis vem na sequência, com três, e Tangará da Serra, com duas denúncias.

Outras sete cidades do interior registraram um caso de assédio eleitoral cada uma: Confresa, Poconé, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Nova Olímpia, Cáceres e Santa Rita do Trivelato.

Na Capital, entre as seis empresas denunciadas está uma escola particular bastante renomada, o Colégio Ibero Americano. Um inquérito civil foi instaurado para apurar os fatos de coação por parte dos empregadores da escola aos funcionários.

O HNT entrou em contato com o colégio, mas até a publicação desta matéria, não obteve retorno.

Ao longo da semana, o HNT noticiou algumas das denúncias de assédio eleitoral ocorridas em Mato Grosso.

Em Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá), a fazenda Pedra Preta é investigada por assédio eleitoral. Foram denunciados a proprietária e o gerente da propriedade. Segundo a denúncia, o gerente compartilhou um áudio em um grupo de funcionários alertando que haveria demissões na fazenda, caso um determinado candidato à presidência da república não fosse eleito.

LEIA MAIS: MPT processa fazenda por coagir funcionários a votar em candidato à Presidência

Em Nova Olímpia (a 213 km de Cuiabá), o supermercado Big Master foi alvo de quatro denúncias no Ministério Público do Trabalho, por coação eleitoral contra funcionários do estabelecimento. Veja o vídeo:

LEIA MAIS: Supermercado é denunciado por assédio eleitoral no interior de loja em cidade de MT; veja vídeo

Em Guarantã do Norte (a 771 km de Cuiabá), o hospital particular Jardim Vitório foi denunciado por demitir funcionários que eram contra determinado candidato à presidência. Conforme a Polícia Civil, que investiga a denúncia, aos funcionários que permanecem na unidade a denúncia é de coação eleitoral.

LEIA MAIS: Hospital particular é investigado por coagir e demitir funcionários por causa de política

PRIMEIRO TURNO

No primeiro turno, Mato Grosso chegou a ser o primeiro estado do Centro-Oeste com mais registros de assédio eleitoral, onde havia sete registros.

Até então, as denúncias eram em Cuiabá, Tangará da Serra, Confresa, Poconé e Feliz Natal, com um registro em cada. Em Rondonópolis, tinha duas ocorrências contra empresas distintas.

LEIA MAIS: Mato Grosso é o primeiro estado do CO em casos de assédio eleitoral denunciados ao MPT

ENTENDA O ASSÉDIO ELEITORAL

De acordo com o MPT, o assédio eleitoral ocorre quando uma empresa promete benefícios ou ameaça demissão para que o funcionário vote em determinado candidato.

A procuradora do Trabalho Helena Romera explicou sobre o assédio eleitoral no ambiente laboral. Segundo a integrante do MPT, a promessa ou o uso de violência e ameaça com a intenção de coagir alguém a votar no candidato de preferência do empregador configuram práticas ilícitas, como crimes eleitorais no Código Eleitoral Brasileiro.

“Se uma empresa faz campanha para determinado candidato no local de trabalho ou até mesmo pede ao trabalhador para que apoie determinado candidato do partido, essa empresa está contrariando o direito do trabalhador e está praticando assédio eleitoral. No contexto de uma relação de trabalho, é muito fácil que um trabalhador se sinta coagido, sendo vítima de tais práticas, a votar em determinado candidato de preferência do seu empregador para conseguir manter o seu emprego”, explicou.

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