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Cidades Terça-feira, 20 de Outubro de 2026, 14:35 - A | A

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Terça-feira, 20 de Outubro de 2026, 14h:35 - A | A

HNT ENTREVISTA

Câncer do útero: teste de DNA do HPV surge como alternativa ao papanicolau

O exame identifica tipos do vírus associados a doença e pode ampliar o intervalo entre avaliações, conforme indicação médica

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

Daniel Souza/TV HNT

A oncologista clínica da Oncomed MT, Carla Nakata.

A oncologista clínica da Oncomed MT, Carla Nakata.

A oncologista clínica da Oncomed MT, Carla Nakata, disse ao HNT Entrevista que o teste de DNA do HPV é uma alternativa papanicolau, incômodo a parte das mulheres e que detecta o câncer do colo do útero. A tecnologia identifica a presença do papilomavírus humano (HPV) e permite detectar tipos associados a um maior risco de desenvolvimento da doença.

Segundo a especialista, a coleta do material é semelhante ao exame conhecido como preventivo, feito uma vez por ano pelas pacientes. A diferença é que o novo teste pesquisa o material genético do vírus e identifica os tipos presentes, ajudando a orientar o acompanhamento de cada paciente.

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"É um exame rápido e que consegue identificar alterações celulares antes mesmo do desenvolvimento do câncer", explicou.

É um exame que identifica alterações antes mesmo do desenvolvimento do câncer

A oncologista também destacou que existem mais de 100 tipos de HPV, mas apenas alguns estão mais associados ao desenvolvimento do câncer do colo do útero. A vacinação é uma das principais formas de prevenção contra os tipos de maior risco. No Brasil, a vacina disponibilizada pelo SUS protege contra quatro tipos do vírus, enquanto a versão nonavalente, oferecida na rede particular, contempla nove tipos.

De acordo com Carla, o resultado do teste de HPV pode ajudar a definir a periodicidade do rastreamento e a necessidade de exames complementares. Quando não há identificação de tipos de alto risco, o intervalo até a próxima avaliação pode ser maior, conforme a idade, o histórico e as recomendações médicas. A especialista reforçou que a escolha do exame e a frequência do acompanhamento devem considerar as particularidades de cada mulher.

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