ASSISTA AO HNT ENTREVISTA COM A ONCOLOGISTA CARLA NAKATA
A oncologista clínica Carla Nakata, da Oncomed MT, alertou no HNT Entrevista que os cânceres ginecológicos podem apresentar poucos sinais no início e, por isso, é mais difícil o diagnóstico precoce. Em meio a campanha 'Setembro em Flor', ela reforçou a importância do preventivo e de consultar um especialista quando a mulher identificar um sangramento persistente, dores ou feridas que não cicratizam.
Segundo Carla, o câncer do colo do útero está diretamente relacionado à infecção pelo HPV, vírus transmitido principalmente por meio de relações sexuais. A prevenção inclui a vacinação contra o HPV, que é ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
"É extremamente prevenível com uma vacina", disse a médica.
É extremamente prevenível com uma vacina
A oncologista ressalta que a vacinação é mais eficaz quando realizada antes do início da vida sexual, mas também pode trazer benefícios para pessoas que já tiveram contato com o vírus. Ela explica ainda que a imunização é importante para meninos e meninas, já que o HPV pode ser transmitido entre parceiros e também está relacionado a outros tipos de câncer.
Carla chama atenção também para os sinais relacionados ao câncer do corpo do útero. Em mulheres que já passaram pela menopausa, qualquer sangramento deve ser investigado.
"Na maioria das vezes nem é câncer ainda, é uma lesão pré-câncer, por isso que é tão importante consultar um especialista", pontuou Carla Nakata.
Segundo a especialista, mesmo quando não se trata de câncer, o sintoma pode estar relacionado a uma lesão pré-cancerosa, o que reforça a importância de procurar atendimento médico.
Para as mulheres que ainda menstruam, a orientação é observar mudanças no ciclo. Alterações na regularidade, antecipação ou atraso da menstruação e sangramentos fora do período habitual devem ser acompanhados. Caso as alterações persistam, a recomendação é procurar um ginecologista para investigação.
Outro ponto abordado na entrevista foi o uso de reposição hormonal. A médica alerta para a necessidade de acompanhamento profissional, especialmente em casos de uso de estrogênio ou testosterona, já que determinadas terapias podem provocar alterações no endométrio.
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