O Fethab II está com seus dias contados. O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) reafirmou, nesta terça-feira (22), que não pretende reeditar o fundo após o encerramento da contribuição adicional e defendeu uma nova etapa de industrialização de Mato Grosso, com maior transformação da soja e do milho dentro do próprio Estado.
Durante encontro com representantes do setor de bioenergia, em Cuiabá, Pivetta colocou a previsibilidade para quem investe e o equilíbrio das contas públicas entre as condições para manter o crescimento da economia e sustentar novos investimentos em infraestrutura, habitação e industrialização.
“Nas regiões que ainda não receberam asfalto, nós temos o projeto de mil quilômetros por ano. Mas também precisamos cuidar das estradas que já existem. Podemos encontrar uma forma mais simples de fazer essa zeladoria, envolvendo empresas, organizações locais e associações, para que essas estradas recebam o cuidado necessário”, explicou.
O governador defendeu também a ampliação do programa nos municípios que estão crescendo com o agronegócio e a indústria. Segundo ele, o modelo já permite viabilizar cerca de mil moradias por mês.
“É continuar fazendo o que nós estamos fazendo e melhorar. A habitação, vamos intensificar. A infraestrutura, vamos continuar fazendo. Nas regiões que ainda não receberam asfalto, temos o projeto de mil quilômetros por ano. E, ao mesmo tempo, precisamos cuidar das estradas que já existem”, afirmou.
Para sustentar a continuidade dos investimentos, Pivetta defendeu o equilíbrio fiscal. Nesse sentido, ele destacou a classificação do Estado no Tesouro Nacional. “Não é à toa que nós temos nota A do Tesouro Nacional e estamos mantendo essa nota”, afirmou.
“Com a gente, vocês não vão ter susto. Nem vão ver o Estado sendo levado ao lugar que já teve há pouco tempo atrás”, acrescentou.
Na produção, Pivetta destacou o avanço do etanol de milho e afirmou que Mato Grosso precisa aproveitar a matéria-prima que produz para agregar valor antes de comercializá-la.
“É um fenômeno novo, o etanol de milho, uma fonte de biocombustível extremamente promissora. A nossa vontade é avançar tanto no esmagamento da soja quanto na transformação do milho em proteína”, disse.
O governador também citou a implantação de um alcoolduto como uma das estruturas necessárias para acompanhar a expansão da produção de biocombustíveis. A discussão é atual: há projeto privado anunciado neste mês para um sistema de dutos ligando Sinop a Paulínia, em São Paulo, passando por Mato Grosso do Sul.
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