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Cidades Terça-feira, 01 de Novembro de 2016, 14:47 - A | A

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Terça-feira, 01 de Novembro de 2016, 14h:47 - A | A

CRISE NO DIA DE FINADOS

Ambulantes estimam queda na venda de flores em até 50% neste Dia de Finados

RAYANE ALVES

O feriado do Dia de Finados celebrado nesta quarta-feira (2) também representa uma oportunidade para incrementar uma renda extra. Porém, devido à crise econômica os ambulantes que trabalham há décadas nas portas dos cemitérios em Cuiabá não estão tão otimistas e afirmam que a venda das flores caiu 50%.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

flores de cemiterio

 

A celebração do Dia de Finados é uma forma de expressar a saudade, respeito e o carinho que a família tem do ente querido. Por isso, os familiares vão aos cemitérios levar flores, ascender velas, orar e prestar homenagens.

 

Devido à tradição, o comércio na frente dos cemitérios também foi ganhando cada vez mais força nesta época do ano. Comerciantes vendem desde velas, flores, água, cachorro quente e a novidade mais recente é o açaí.  

 

O vendedor Miguel Gonçalves foi um dos comerciantes que decidiu inovar. Ao HiperNotícias, ele contou que há 30 anos trabalha em frente do Cemitério Piedade, em Cuiabá. Ele começou com cachorro quente, água e vela. Mas, com a crise, ele percebeu que as pessoas deixaram de comprar esses produtos e o lucro foi caindo.

 

Pensando em trazer novidades para os clientes e também não ter prejuízos, ele trouxe o açaí, que é uma das ‘explosão’ nos últimos anos na cidade.

 

“Eu morava quase em frente o cemitério. Sempre fui comerciante e comecei a pensar em trazer algo para vender para as famílias. Muitos passavam o dia todo no local e não tinha nada a venda por perto então comecei a trazer os produtos. Como esses produtos foram defasando nas vendas, resolvi trazer o açaí porque eu não tenho perca caso não vendo. Posso congelar e no outro dia está tudo certo pra vender”, falou.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

flores de cemiterio

 

Já Carmem Araújo trabalha com a venda das flores há pelo menos 15 anos. Ela lembrou que como das outras vezes os comerciantes frisavam que as vendas estavam fracas, mas até o final do dia da programação de finados a comercialização superava o ano anterior.

 

“Só vendo as flores nesta época. Dá para tirar uma renda extra. Apesar da crise, continuo com a expectativa de vender todas as flores trazidas”, destacou.

 

Na semana que antecede a data comemorativa, Carmem falou que compra as flores, argila e os vasos. Por dia, ela com as filhas conseguem montar pelo menos 30 arranjos.

 

Beatriz Lúcia, 18 anos, filha de Carmem, lembra que desde os 13 anos começou a vender as flores para ajudar a mãe com a renda extra. Com o tempo percebeu que era um bom negócio e se animou também no ramo.

 

“Ela tem a barraca dela e eu a minha. É uma tradição de família e a gente junta o dinheiro e divide depois para pagar as contas ou repor o que estiver faltando em caso. O vaso mais barato são os de R$ 10 e os mais caros podem chegar até R$ 50”, afirmou.

 

Nos demais dias do ano, Beatriz disse que trabalha em um salão de beleza e ainda cursa o terceiro ano do segundo grau.

 

“Era pra gente ter vindo mais cedo. Quem sabe assim teria vendido mais. No entanto, o dinheiro está curto para todo mundo e a gente conseguiu vir somente hoje, mas temos fé que venderemos tudo até amanhã”, concluiu.

  

Alan Cosme/HiperNoticias

flores de cemiterio

 

 

 

 

 

 

 

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